Passado de geração para geração, as bancas de produtos naturais para tratamento e prevenção de doenças ainda fazem bastante sucesso entre jovens, adultos e idosos. Quem compra, é porque também aprendeu com seus avós os benefícios de óleos e ervas e suas ações anti-inflamatórias ou cuidados do dia a dia e não abrem mão de ir a feira renovar o estoque.
Francilene Mesquita de Souza,39, é feirante e tem sua banca de produtos naturais no bairro da Pedreira, um para cada tipo de necessidade do freguês. Tem o xarope, gel, sebo de Holanda e de carneiro, óleo de mamona, andiroba e copaíba. Ela conta inclusive, que toda a família é tratada com os medicamentos naturais. Segundo ela, o próprio médico receitou para o sogro que está com câncer, a “Cabacinha”. “A seiva de Jatobá é boa para o organismo da pessoa, eu tomo para prevenir o meu nível de glicose, que é hereditário da família e meu marido toma por causa do problema de próstata. Tenho uma filha que é alérgica e ela tem que tomar o xarope antialérgico daqui”, contou.
Renata Marques, de 29 anos, também é vendedora de produtos e remédios naturais. Ela trabalha com a mãe na banca da família, mas os negócios já existem há mais de 35 anos, que foi de onde veio o aprendizado dela para fazer os xaropes de mel com outras iguarias. “Vem de gerações, é desde do meu bisavô”, disse.
De acordo com o secretário geral da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Marcelo Brasil, as ervas medicinais da Amazônia e outras e os compostos medicinais de óleos e xaropes são uma questão cultural da nossa região, mas que para fim medicamentoso deve ser comprado com orientação farmacêutica ou médica. “Medicação só deve ser comprada de acordo com a orientação farmacêutica”, disse.
(Diário do Pará)
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