Padecendo com os sintomas de pedra na vesícula há cinco anos, a diarista Dulcinéia Sena Moraes, 27, só foi diagnosticada com o problema este ano após inúmeras crises e consultas feitas durante este período no Pronto-Socorro Municipal do Guamá Humberto Maradei e na Unidade de Saúde da Terra Firme, bairro onde reside com a família.
Desempregada há três anos, Dulcinéia conta que precisou parar de trabalhar devido ao problema. Cuidar dos três filhos pequenos, um de dois anos, um de cinco e o mais velho, de dez anos, também se tornou tarefa difícil para a diarista. Ela conta com a ajuda do marido Erinaldo Silva, que também está desempregado. A família passa por dificuldades devido a essa situação. “Tenho crises todos os dias. São dores fortes do abdômen, vômito e febre. Não consigo me alimentar com nada, pois vomito tudo o que coloco no estômago. Estou perdendo muito peso e ficando muito magra. Só fui saber que estava com isso esse ano, porque todas as vezes que fui ao médico ele dizia que eram gazes, me dava medicamento e eu ia embora”, disse.
Dulcinéia disse ter percebido que havia algo de errado e, na última vez que foi ao PSM do Guamá antes de receber o diagnóstico, pediu ao médico para fazer um exame de ultrassom. “O exame atestou que era pedra na vesícula e de lá me encaminharam para a Santa Casa. Fui para lá e não queriam me atender, pois disseram que eu teria que fazer a cirurgia no PSM. Voltei ao PSM e lá me disseram que só operam quando a pessoa já chega quase morrendo e me mandaram de volta para a Santa Casa”, explica. “Marcaram uma consulta para o dia 16 de março na Santa Casa. Só que o médico passou vários exames para eu fazer em maio e voltar com ele somente em junho. Eu não tenho mais condições de esperar tanto tempo”, implora.
Após fazer contato com Dulcinéia, a Fundação Santa Casa de Misericórdia informou em nota que “a paciente será atendida na próxima quinta-feira”.
(Diário do Pará)
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