O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, o general Jeannot Jansen Filho, confirmou que há indícios do envolvimento de policiais militares em grupos de extermínio.
“Esses indícios são frutos de investigações feitas pelo próprio aparato da polícia. A partir desses indícios, novas investigações são feitas. A nós cabe apenas cumprir o que for determinado. Existe a outra etapa que é o inquérito que está sendo feito pela Polícia Civil, que corre sob segredo de Justiça, imaginamos que traga novas luzes sobre este caso. Há uma tendência em estender o prazo das investigações na medida que a autoridade entende que seja para um melhor esclarecimento dos fatos, O prazo realmente incomoda a nós todos. Mas preferimos apurar com mais rigor”, disse.
Cunhado de Alersonvaldo Carvalho Mendes, de 37 anos, portador de deficiência mental que também foi morto na noite da chacina, o universitário David da Silva que se fez presente na coletiva disse que as famílias ainda esperam por justiça.
“Ele foi a última vítima a morrer. É um misto de revolta, decepção, de vários sentimentos. Viemos aqui para ouvir algo mais concreto. A gente sabe e está mais do que claro que tem polícia no meio. Mas infelizmente há todo um processo jurídico, um tramite legal, que devido a brechas que as nossas leis têm, podem sair ilesos. Mas a gente espera que sejam punidos com maior rigor possível”, afirma.
(Diário do Pará)
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