Basta percorrer as ruas da capital paraense para encontrar diversos pontos que evidenciam os focos para a proliferação dos mosquitos da dengue.
São esgotos a céu aberto, acúmulo de lixo e entulhos ao logo de grandes avenidas, água empoçada nos acostamentos, mato, canal sem qualquer tratamento, além disso, ironicamente, órgãos estaduais ligados à saúde também apresentam os descasos.
No último dia 7 de abril, uma criança de seis anos morreu com dengue hemorrágica, em um hospital no bairro do Marco. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), desde 1° de janeiro de 2015, já foram registrados 1008 casos no Pará, até no dia 15 de abril, o que revela a média de quase 10 pessoas por dia infectadas pelo vírus.
Com o período de chuvas mais intenso, o número de ocorrências alavancou. De acordo com o boletim do órgão do dia 30 de março, 638 pessoas estavam contaminadas, portanto, 16 dias depois, 370 pacientes fizeram novos registros.
Na manhã de ontem, a reportagem do DIÁRIO percorreu a avenida Augusto Montenegro e suas adjacentes, e flagrou diversas situações críticas. Em frente ao conjunto de prédios residenciais, próximo a uma fábrica de refrigerante, o acostamento não existe, porém, o espaço se uniu com a sarjeta, e toma boa parte da pista.
No local, é possível ver vários tipos de lixo, e muita água parada com foco do mosquito. “Com ou sem chuva esse ponto aqui é crítico. A água fica empoçada e, junto a isso, muito lixo”, disse o ciclista Antônio Gonçalo.
Um pouco mais à frente, próximo a uma casa de show, no bairro do Parque Verde, durante o dia ou à noite é possível se deparar com um terreno baldio. No local, encontramos vários pneus, garrafas plásticas, resto de móveis, material de construção, bueiros sem tampa e uma grande quantidade de mato, com árvores.
De acordo, com os populares, o espaço é assim, pelo menos, há cinco anos. “Eu moro aqui próximo e sempre tenho que passar na Augusto. Sempre foi assim, não muda. É um problema crônico, que o poder público tem culpa, mas a população também tem”, explicou o morador Edison Bernardes.
Enquanto a reportagem esteve no local, dois garis estavam fazendo a limpeza e garantiram que o problema é crônico naquele perímetro.
“Trabalho há cinco anos na prefeitura e sempre teve esse lixão aqui. Já encontramos de tudo, até seringa com agulha. O caminhão de lixo passa, recolhe tudo, e quando vai embora, já tem lixo de novo”, disse ele, sem querer se identificar.
LEIA MAIS:
Uepa oferece piscinão ao Aedes aegypti
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar