O promotor Raimundo Moraes alerta que a simples desativação do Aurá não representa o fim ao problema. “A eliminação efetiva dos lixões só ocorre se você fizer várias tarefa antes. Ou seja, separação do lixo seco do lixo úmido, o lixo úmido vai pra compostagem, o seco vai para a reciclagem e reutilização, além da inserção dos catadores nesse processo, porque eles são o segmento fragilizado que trabalha com isso há muito tempo”.
Segundo o promotor, o município de Belém deve iniciar nas próximas semanas a coleta seletiva no bairro de Nazaré - feita com uma associação de catadores do Aurá.
Em outros três outros bairros, o trabalho será feito em parceria com uma empresa privada. “Com isso, pode se deixar de depositar o lixo no Aurá, com a urgência que é necessária”, diz. O antigo lixão será mantido apenas como centro de triagem, ou seja, continuará havendo a catação.
No último 10 de abril, o DIÁRIO enviou e-mail à Coordenadoria de Comunicação do município de Belém pedindo informações sobre o assunto. No e-mail, a reportagem questionou para onde irá o lixo da capital após o fechamento do Aurá; se haverá licitação para escolher a empresa privada que fará o trabalho de tratamento do lixo, qual o valor do contrato, a duração e se será feita coleta seletiva na cidade. Na semana passada, o pedido de informações foi reiterado por e-mail e telefone. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura não havia respondido.
(Diário do Pará)
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