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Radioterapia do Barros Barreto está parada

Há mais de um ano, por falta de mão de obra especializada, a radioterapia da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital João de Barros Barreto (HUJBB) está parada. A unidade perdeu a certificação junto à Comissão Nacional de Energia N

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Há mais de um ano, por falta de mão de obra especializada, a radioterapia da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital João de Barros Barreto (HUJBB) está parada.

A unidade perdeu a certificação junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), indispensável ao funcionamento do serviço. Não há físicos nem radioterapeutas para operarem as máquinas, por conta da suspensão dos pagamentos dos médicos.

De 12 parcelas previstas no convênio assinado com a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), só cinco teriam sido repassadas.

A pedido dos profissionais lotados no setor, a diretoria do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) visitou as instalações e constatou a inoperância dos serviços.

De acordo com o diretor do Sindicato, João Gouveia, o acelerador linear e a braquiterapia, máquinas usadas nos tratamentos, estão sem nenhuma utilidade.

“A radioterapia não está funcionando. Os dois aparelhos caríssimos estão parados porque não tem mão de obra. Eles (Sespa) descontinuaram a contratação dos radioterapeutas e dos físicos. Sem esses dois profissionais, a radioterapia não pode funcionar. Não foi renovada a autorização para prestar os serviços”, diz.

Sem o cumprimento do convênio da Sespa e ainda com o contrato defasado pela Secretaria de Saúde Municipal (Sesma), a Unacon funciona com 30% da capacidade.

“O serviço de quimioterapia está ocioso. Há duas salas de quimioterapia. Uma que tem 14 poltronas para quimioterapias mais leves e outra sala com sete poltronas para tratamentos mais graves, todos desocupados, porque não se demanda paciente para lá. Faltam insumos, medicamentos para tratar os pacientes. A Sesma como municipal é quem gerencia a saúde no Barros Barreto”, destaca.

Gouveia explica que, mesmo a Unacon funcionando, ainda é baixo o número de hospitais no Estado preparados para atender a demanda.

“Mesmo se a Unacon, Ophyr Loyola e Hospital Santarém estivessem funcionando, muitos ainda estariam morrendo. O importante não é só o pagamento, mas que os pacientes oncológicos tenham a chance de não morrer. Eu acho que essa situação é criminosa. O serviço não funcionar é um crime”, enfatiza Gouveia.

O Sindicato protocolou na quinta-feira, 16, um documento no Ministério Público do Estado (MPE) e Federal (MPF) para pedir uma reunião com a presença de representantes do Ophir Loyola, Barros Barreto, Universidade Federal do Pará, Sesma, Sespa e médicos envolvidos.

“Esperamos que o Ministério Público chame imediatamente os atores e a gente consiga retornar os serviços, ainda, na pior das hipóteses, no mês de maio”.

A Unacon, inaugurada em agosto de 2012, recebeu recursos do Ministério da Saúde (MS) e apoio financeiro do governo do Estado na ordem de R$ 4,5 milhões para investimentos em obras físicas. Só para a aquisição de equipamentos, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) repassou US$ 2,5 milhões.

LEIA MAIS:

MPF já tem ação contra o problema

(Diário do Pará)

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