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Ato denuncia sucateamento

É com papelão de caixa de sapato que os técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) improvisam a imobilização da perna de um acidentado. E é com atadura que trancam a porta da ambulância, para que esta não abra durante a corrida de uma oc

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É com papelão de caixa de sapato que os técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) improvisam a imobilização da perna de um acidentado.

E é com atadura que trancam a porta da ambulância, para que esta não abra durante a corrida de uma ocorrência a outra. Por esses e outros motivos relatados pelos funcionários do serviço que, na manhã de ontem, durante 12 horas, foi realizado um ato público.

Os trabalhadores ficaram em frente à central, na travessa Castelo Branco, e só saiam para atender aos chamados e em seguida retornavam. A categoria denuncia o sucateamento das ambulâncias, falta de insumos e equipamentos para trabalhar. Eles ainda pedem o aumento do percentual de adicional noturno.

SÓ PROMESSAS

Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Estado do Pará(Sintesp/PA), Fabio Pavão, o prefeito Zenaldo Coutinho prometeu atender as necessidades da categoria, mas, até o momento, continuam sem melhorias.

“Há um ano e três meses nos reunimos com o Zenaldo e pedimos a questão do adicional noturno, falamos da inoperância do serviço, os abusos. Foi acordado com o prefeito, que ele ia arrumar a situação, e até hoje nada”, diz.

Fábio conta que a frota das ambulâncias está completamente comprometida. Não há manutenção e nem a troca necessária dos veículos, que constantemente apresentam problemas.

“[Só sete] das 14 Unidades de Suporte Básico e quatro Unidades de Suporte Avançado, rodam. Às vezes, só três ou quatro. Os pneus das ambulâncias estão carecas. As duas ambulanchas que atendem os ribeirinhos estão quebradas. As motolâncias são cinco, só rodam duas”, denuncia.

O técnico Denilson Lima, há 17 anos no Samu, ressalta que os problemas de manutenção nos veículos interferem diretamente no atendimento prestado a população.

“As ambulâncias devem ser trocadas no tempo hábil. De dois em dois anos. Tem ambulância com mais de quatro anos. A manutenção que é dada não é satisfatória. Alguns carros fazem três ocorrências e depois voltam com o mesmo problema e mais um novo. A qualidade de socorro não é a mesma. A gente improvisa maca, que não se encaixa no salão da ambulância”,denuncia.

Com o ato, o Sindicato espera resposta da prefeitura. Caso nada ocorra, o diretor do Sintesp/PA, Carlos Vaz, informa que a categoria entrará com um processo administrativo e posteriormente os 700 trabalhadores irão parar os atendimentos por tempo indeterminado.

(Diário do Pará)

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