A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) confirmou, no último dia 17, a segunda morte por dengue, em Belém, em 2015. A vítima, desta vez, foi uma idosa de 70 anos, que apresentou um quadro de dengue hemorrágica. No último dia 7, uma criança de apenas seis anos de idade morreu em consequência da dengue.
Segundo dados da Sesma, de janeiro até o dia 16 de abril, 306 casos da doença foram confirmados em Belém. Este número corresponde a 30,35% do total de casos confirmados em todo o Estado. A população deve ficar em alerta, pois o período de chuvas intensas potencializa a formação de criadouros para o mosquito Aedes aegypti.
O infectologista do Hospital Universitário João de Barros Barreto, Lourival Marçola, informou que a dengue se caracteriza em uma doença viral aguda e se manifesta em três tipos: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave. A denominação é feita segundo nova classificação do Ministério da Saúde.
SINTOMAS
“Os sintomas comuns são: febre, dores de cabeça, no corpo e atrás dos olhos e ainda náuseas, falta de apetite e manchas na pele que podem facilmente ser confundidos com os sintomas de outras doenças, como Chinkungunia, desfavorecendo o diagnóstico rápido e correto. Aparecendo pelo menos os primeiros sintomas citados anteriormente, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade de saúde”, orientou.
“Geralmente as dores não possuem complicações e o paciente não tem pressão baixa. Ao perceber esses sintomas, o profissional de saúde deve ter sensibilidade de que esse paciente precisa ser acompanhado e que deve passar pelo exame para atestar a doença”, afirmou.
Marçola disse ainda que qualquer pessoa pode contrair dengue. “É importante lembrar que, essencialmente, não existe um grupo de risco mais suscetível do que outro, todos nós podemos contrair dengue. Em qualquer período do ano, a dengue pode ser adquirida. O que ocorre nessa época de chuvas é o aumento de focos para o mosquito se proliferar. Por isso, devemos manter os cuidados de sempre. E, ao pegar a doença, o paciente deve ingerir bastante líquido, tomar soro, ser hidratado diversas vezes ao dia”, recomendou.
O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti – LIRAa, elaborado pelo Ministério da Saúde, em Brasília, e divulgado em março deste ano, mostrou uma série de elementos que favorecem a proliferação do mosquito da dengue.
Um deles é o lixo. Segundo o LIRAa, os criadouros na região Norte foram encontrados predominantemente no lixo, gerando um índice de 48,2% na frente de outros elementos pesquisados, como depósitos domiciliares (27,3%) e armazenamento de água (24,5%).
Próximo ao canal do Tucunduba, no Guamá, um dos bairros com maior incidência de dengue, segundo a Sesma, a situação do lixo a céu aberto deixa centenas de pessoas a mercê da doença.
Com quatro crianças em casa, os cuidados são maiores, segundo a moradora Denise Cardoso. “Nos vasos de plantas não tem água, mas colocamos sempre areia e, quando chove, a gente tira todo o líquido das garrafas e das coisas que ficam no quintal”.
(Diário do Pará)
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