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Orelhões em Belém estão quebrados ou desativados

Desde a última quarta-feira, 16 de abril, a Oi passou a ofertar gratuitamente ligações para telefones fixos, por meio dos orelhões públicos espalhados pela cidade. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) puniu a operadora por não atingir os índice

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Desde a última quarta-feira, 16 de abril, a Oi passou a ofertar gratuitamente ligações para telefones fixos, por meio dos orelhões públicos espalhados pela cidade. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) puniu a operadora por não atingir os índices mínimos de disponibilidade de telefones públicos.

Os orelhões estão liberados no Pará, Rio Grande do Sul, em Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe.

Em busca de orelhões, o DIÁRIO percorreu diversos pontos da cidade e constatou que muitos estão esquecidos, quebrados ou mudos. Dos 25 encontrados durante o percurso, apenas sete estavam em condições de uso. Na avenida Almirante Barroso, bairro do Marco, de sete orelhões cinco estão sem utilidade. Outro exibe na pequena tela a mensagem apagada “não há como ligar’’, e a poucos metros outro informa “em manutenção’’.

Bem em frente à casa do casal Rosalima Leão, 72 anos e Hugo Leão, 75 anos, dois orelhões apenas enfeitam a rua. Ambos precisam de manutenção. “Faz tempo que tá assim. Tem gente que vem ai, vê que não tá funcionando e vai embora. Cansou gente chegar ai e ver isso’’, diz Hugo.

PROBLEMAS

Quando o marido da monitora Nair Pimentel, 41 anos, soube das ligações gratuitas, correu para o orelhão mais próximo. O aparelho funcionou. Dias depois, apresentou problemas. “Logo que saiu a resolução, meu marido foi no orelhão. Quando ele viu que conseguia ligar, nem acreditou. Mas ai depois de uns dias foi de novo e não estava prestando’’, lembra.

Na avenida Cipriano Santos com a travessa Primeiro de Queluz, no bairro de São Brás, os dois orelhões encontrados estavam com os botões bem enferrujados. Bem próximo, na travessa Nina Ribeiro, o aparelho danificado servia de depósito de lixo. “Isso já poderia ter sido tirado. O dono dai da frente até quis mandar tirar. À noite o pessoal vem e quebra tudo. Fica coberto de lixo’’, comenta o vendedor José Roberto Ferreira, 61 anos.

Na rua Fernando Guilhon, entre Pinajés e Timbiras, no Jurunas, a concha de um deles está com um grande buraco. “Eu prefiro usar meu celular. Os vândalos quebram tudo. Mais de 10 anos que eu não uso’’, ressalta o eletrotécnico Reginaldo Silva, 59 anos.

De acordo com a Oi, a medida de ligações gratuitas é provisória e terá duração até que a operadora forneça a quantidade exigida de orelhões para os usuários.

(Diário do Pará)

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