A vigilância para combater a ação de falsos profissionais de educação física dentro das academias do Pará é constante, é o que garante o coordenador do Conselho Regional de Educação Física (Cref) no Pará, Arthur Martins.
Procurado pelo DOL, após a notícia de que Antônio Eduardo de Souza, 21 anos, preso pela morte da universitária Ingred Israel, na última segunda-feira (20), passava-se por um personal trainer, o coordenador do Cref deixou claro a necessidade de a população estar bem informada antes de contratar os serviços de qualquer pessoa.
"Nós estamos em vigilância constante. Denunciamos ao Ministério Público Federal e Estadual, a Vigilância Sanitária, a polícia na capital e no interior. Trabalhamos com o foco em atender a sociedade com profissionais habilitados", afirma.
Ainda segundo Martins, o número de pessoas não habilitadas em todo o Estado é mais preocupante do que se imagina.
"Oitenta porcento dos professores que estão em academias não são pessoas habilitadas. Destes, 60% não têm sequer a formação. É o mesmo da pessoa que tem o curso de direito, mas não tem a carteira da OAB", explica.
Para Martins, a situação envolvendo a falta de habilitação e formação de quem ministra aulas de educação física é gravíssima, sobretudo por se tratar de um problema de saúde pública.
"Para muitos basta ter o corpo sarado seja por exercício, seja por uso de produtos as vezes duvidosos e já se acham personal. Os critérios para ser um personal, um profissional de verdade, está no curso superior, na formação acadêmica", desabafa.
Em relação ao caso do assassino confesso da jovem universitária, o coordenador do Cref regional Pará afirma que não está na alçada do orgão julgar, pois só compete quando se trata de profissionais devidamente formados e registrados.
(DOL)
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