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Deputados reclamam de sabatinas

Outros sete dirigentes de órgãos da administração indireta do Poder Executivo compareceram ontem à Assembleia Legislativa para o que deveria ter sido uma série de novas arguições sobre metas e planejamento geral. Luiz Sefer, do PP, foi o primeiro a se man

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Outros sete dirigentes de órgãos da administração indireta do Poder Executivo compareceram ontem à Assembleia Legislativa para o que deveria ter sido uma série de novas arguições sobre metas e planejamento geral. Luiz Sefer, do PP, foi o primeiro a se manifestar e, em meio aos muitos questionamentos a quase todos os dirigentes, foi severo ao criticar o excesso de convidados à sessão.

O que acabou ocorrendo, como confirmou o próprio líder do Governo na AL, deputado Eliel Faustino (SDD), ao discursar na tribuna, “foi mais uma série de oitivas do que de arguições”, dada a forma como o processo se deu, com muitos convidados e, obviamente, pouco tempo para exposição e também, posteriormente, réplica dos deputados inscritos - e estes não perderam a oportunidade fazer críticas ao modelo adotado quando tiveram a oportunidade de falar. Não muito frequentada, a sessão teve, porém, um comparecimento um pouco maior em relação à realizada na quarta, 15, com outros dirigentes: cerca de 20 deputados estavam na casa, mas desfalcados de seu presidente, Márcio Miranda (DEM), substituído na mesa diretora por Fernando Coimbra, do PSD.

Assim como aconteceu na quarta-feira anterior, cada “sabatinado” teve apenas dez minutos para falar sobre suas atuações, e só então os deputados teriam a oportunidade de se manifestar. Estiveram no plenário ontem Luciano Guedes, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará); Bianca Amaral Pamplona Ribeiro, da Central de Abastecimento do Estado (Ceasa); Daniel Lopes, do Instituto de Terras do Pará (Iterpa); Andrei Gustavo Leite Viana de Castro, da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon); Thiago Valente Novaes, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade (Ideflor-Bio); Dina Maria de Oliveira, da Fundação Cultural do Pará (FCP), e Simão Pedro Bastos, da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa).

O petista Carlos Bordalo, em sua fala, fez um discurso em tom de alerta para que o parlamento não mais deixasse o governador fazer nomeações sem que os dirigentes fossem arguïdos no tempo máximo de 30 dias após a nomeação. José Scaff, também do PMDB, se disse desconfortável com o método adotado, de muitos entrevistados em um mesmo dia.

(Diário do Pará)

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