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Professores realizarão grande manifesto

Após a reunião que terminou sem nenhum acordo, na tarde da última segunda-feira (22), entre professores e representantes do governo do Estado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) de Marabá se reuniu em Assembleia com a cate

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Após a reunião que terminou sem nenhum acordo, na tarde da última segunda-feira (22), entre professores e representantes do governo do Estado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) de Marabá se reuniu em Assembleia com a categoria, na Escola Anísio Teixeira e decidiu criar um calendário de intervenções para seguir com a greve que paralisa 22 escolas no município e deixa 16.500 estudantes do Ensino Médio sem aula.

De acordo com o calendário, está marcada para segunda-feira (27) uma nova assembleia, na escola Anísio Teixeira, a partir das 18 horas. Os professores da rede estadual de ensino do Pará decidiram manter a greve da categoria em todo o Estado. A permanência da paralisação foi votada na tarde desta quinta-feira (23), durante uma assembleia que ocorreu em Belém, após uma reunião dos educadores com representantes do governo. Na quarta-feira (29) outra assembleia será realizada na capital Belém.

Segundo Wendel Lima Bezerra, coordenador local do sindicato, na terça-feira (28), a categoria irá fazer uma mobilização com toda a sociedade para uma passeata em respeito à educação. “Essa semana vai ser só de mobilização para fazer um movimento forte e conscientizar a sociedade”, disse. “Os pais precisam se unificar nesse movimento, porque os estudantes também estão sendo prejudicados nesse processo”, afirma Wendel.

A classe está em greve desde o dia 25 de março. Mas no último dia 10 de abril, o Sintepp recebeu a determinação judicial, a pedido da Procuradoria do Estado, para suspensão da greve e retorno dos professores às escolas em 24 horas, a partir do recebimento da decisão. De acordo com o coordenador do sindicato, a categoria entende que quem define a saída ou não da greve não é a justiça é a própria categoria, por isso decidiram manter a paralisação e recorreram à decisão judicial.

REIVINDICAÇÕES

A principal pauta é o pagamento do piso salarial, sem parcelamento. Além disso, os professores querem pagamento do retroativo da mudança do percentual de hora atividade de 2014, tal qual firmado em acordo judicial, eleição direta para direção de escolas, como já acontece na rede estadual em Marabá; reforma nas escolas e merenda escolar.

De acordo com Wendel, até o momento não houve nenhum avanço nos principais pontos reivindicados, mas a classe aceitará os demais pontos para negociações futuras.

(DOL, com informações de Jéssika Ribeiro/ Marabá)

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