Para o promotor Armando Brasil Teixeira, o coronel que comandava até o ano passado a PM paraense praticou indevidamente ato de ofício contra a lei ao não publicar em Boletim Geral a cessão do PM Leonardo Machado para “satisfação de sentimento pessoal, pela amizade com o coronel Marco Machado, permitindo que o soldado acumulasse indevidamente cargo público”.
A ilegalidade também ocorreu na execução do ato de transferência de Leonardo, quando ele, investido no cargo de assessor técnico da Semutran, atuava também ilegalmente em operações de fiscalização de veículos juntamente com agentes da Semutran.
AMEAÇA COM ARMA
Ex-comandante-geral da PM alega que o coronel Marco Antonio Souza Machado, chefe da Semutran, sofria ameaças por trabalhar na campanha do governador Simão Jatene e do prefeito Manoel Pioneiro. Daí ter cedido o soldado para fazer a segurança de Machado.
Em depoimento, o fotógrafo de um jornal de Ananindeua, Alfredo Heverton Conceição Assunção, que alheio à lide entre o casal Blenda e André Margalho, e o secretário coronel Machado, foi abordado por Leonardo, que, suspeitando que Alfredo estivesse fotografando uma blitz na avenida Independência, feita por agentes de trânsito de Ananindeua, apontou-lhe uma pistola e o ameaçou.
(Diário do Pará)
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