O coronel Marco Antonio Machado, ainda de acordo com o promotor militar, valeu-se de sua “influência e amizade pessoal com o coronel Daniel Mendes” para obter a cessão do soldado Leonardo e tê-lo como segurança particular, desviando-o de sua função policial e influenciando na nomeação ilegal dele para o cargo de assessor técnico da Semutran, além de permitir que atuasse na fiscalização de veículos em Ananindeua.
Os outros denunciados à Justiça Militar foram, além dos coronéis Mendes e Machado e do soldado Leonardo Machado dos Santos, o tenente-coronel, que na condição de comandante da PM de Castanhal, mesmo sabedor de que o soldado Leonardo havia abandonado o posto no município para se transformar em segurança do coronel Machado, em Ananindeua, “não adotou o procedimento legal correto, que era a prisão em flagrante delito de seu comandado, para não entrar em conflito com seu superior hierárquico, o coronel Machado”, segundo o promotor militar.
CONDUTAS ILÍCITAS
Valdemir Sousa Neto e Bruno Cesar Silva Alexandre, comandante e patrulheiro da Viatura 0606, também vão responder a processo porque atenderam a ocorrência de ameaça feita pela empresária Blenda Margalho e, chegando ao local, presenciaram o soldado PM Anderson armado e fazendo a segurança da senhora Amanda Machado – filha do coronel Machado. Mas, devido à interferência do soldado Leonardo, tanto Valdemir quanto Bruno não conduziram as partes para a delegacia de polícia e corregedoria da PM, com receio de confronto com o coronel Machado.
Diz o promotor que os dois PMs da viatura estavam diante de “incontroversa situação de ilícito penal”.
(Diário do Pará)
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