Mães que procuram os postos de saúde da Região Metropolitana de Belém para vacinar seus filhos estão com dificuldades , pois não há a vacina BCG, e recebem como resposta que não há previsão de reposição.
De acordo com Ana Paula Sousa Pereira, mãe de uma menina de apenas 15 dias de vida, ao procurar a vacina em várias unidades de saúde da capital ela recebeu um não como resposta. “Fui em vários postos de saúde e em todos me deram não como reposta, cheguei a ir na URES no bairro de Nazaré, mas também tive resposta negativa e me disseram que não há previsão”, diz Ana Paula Sousa.
A mãe relata que chegou a ser orientada a comprar a vacina em uma clínica particular. “Quando fui na URES, me orientaram para ir até uma clínica particular, e adquirir a vacina que custa R$ 300 reais , mas não tenho condições de comprar, assim como muitas mães. Esperamos que o governo se posicione sobre essa situação, pois ficamos de mãos atadas e sem saber o que fazer”, desabafou Ana Paula.
O DOL fez contato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que informou através de nota que, segundo informe do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, "o cronograma de entrega do laboratório que fabrica as vacinas não foi cumprido por problemas burocráticos", e por isso "algumas doses, como a da BCG, precisavam então passar primeiro por análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), procedimento de rotina, mas que os testes poderiam levar alguns meses".
A Sespa informa que "a distribuição é feita pelo Ministério da Saúde mensalmente aos Estados" e que "está aguardando a próxima remessa já na primeira quinzena de maio".
(DOL)
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