Hoje é comemorado o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho e, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas ao trabalho e, a cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral e um trabalhador morre.
Os dados mais recentes do Ministério da Previdência Social apontam a ocorrência de mais 717 mil acidentes de trabalho no Brasil, em 2013, apenas considerando os trabalhadores registrados, que têm seu direito aos benefícios previdenciários garantidos.
Na região Norte, o número foi de 31.275 acidentes, tendo o Pará liderando o ranking entre os demais Estados vizinhos com 12.149 acidentes. Vale considerar que o número reduziu, se comparado a 2012, quando foram registrados 12.530 acidentes de trabalho no Estado. No Amapá, Estado também abrangido pela 8ª Região Trabalhista, os números cresceram de 2012 para 2013, subindo de 951 para 1.042 acidentes registrados.
CLASSIFICAÇÃO
São classificados como acidentes do trabalho aqueles que ocorrem pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho. Nesta classificação enquadram-se, ainda, as doenças proveniente do exercício do trabalho e os acidentes sofridos no trajeto entre a residência e o local de trabalho.
Os dados do Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS), de 2013, mostram também que as principais vítimas de acidentes de trabalho estão na faixa etária de 25 a 34 anos e o setor de maior incidência de acidentes de trabalho é o de serviços (360.207), seguido pela indústria (308.816). Quanto aos tipos de ferimentos mais recorrentes, estão os relacionados ao punho e mão, seguido de fraturas e traumatismos da mesma região.
Há algum tempo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) criou o Programa Trabalho Seguro, com a finalidade de reduzir os índices.
“Hoje, é responsabilidade de toda a sociedade olhar a preservação do ambiente de trabalho, pois evitar acidentes não é mais apenas para o cumprimento da lei, ela deve ser uma cultura da população. Porque um acidente de trabalho, lamentavelmente, não é simplesmente a perda de um dedo, nós temos vidas que são ceifadas, além de uma degradação das famílias”, declarou o desembargador do Trabalho, Walter Paro, gestor regional do Programa no Tribunal regional do Trabalho da 8ª Região.
(Diário do Pará)
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