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Estudantes e docentes da Uepa protestam

Estudantes da Universidade do Estado do Pará (UEPA) de Paragominas, Moju, Cametá, Igarapé-Açu e São Miguel do Guamá, além do Sindicato dos Docentes da universidade (Sinduepa), levaram um caixão preto ao protesto simbolizando, segundo eles, o “assassinato

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Estudantes da Universidade do Estado do Pará (UEPA) de Paragominas, Moju, Cametá, Igarapé-Açu e São Miguel do Guamá, além do Sindicato dos Docentes da universidade (Sinduepa), levaram um caixão preto ao protesto simbolizando, segundo eles, o “assassinato da educação pública superior”. “Para nós, estudantes, representa a morte da educação, que foi assassinada pelo reitor e governador e não estão nos representando”, disse a estudante de Engenharia Florestal do campus de Paragominas, Kássia Oliveira.

Ainda segundo ela, a instituição recebeu um documento da Secretaria do Gabinete, onde estava destinando cerca de 3 milhões de reais para os campi, no entanto, sem especificações. “O governo destinou parte dos recursos que somente beneficiou alguns cursos. Nós, dos interiores do estado, precisamos de ônibus para a instituição e não temos. Destinaram três milhões para os demais campi, mas não diz quais são eles. O que cobramos são respostas e um cronograma para mostrar de que forma será investido esse dinheiro nas instituições”, declarou Kássia.

A Uepa também está em greve, sendo iniciada nos interiores há um mês e, na capital, houve adesão no dia 6 de abril. De acordo com a diretora do Sinduepa, Zaira Fonseca, a categoria pede investimentos na educação. “Faltam professores, materiais, os prédios estão sem estrutura, precisando de reforma, e isso não se faz sem recursos para o investimento na educação. A universidade teve cerca de 89% de recursos para investimento cortados, e com isso prejudica o funcionamento dela”, afirmou.

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) informa, em nota, que todas as reinvindicações do comando de greve foram respondidas formalmente na última semana. Contudo, esclarece que foi garantida pelo governo do Estado, após tratativas com a Gestão Superior, a realização imediata de concurso público para professores e técnicos-administrativos; a ampliação das vagas do atual Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a fim de realizar concurso público e a progressão dos docentes. A universidade diz ainda que o pagamento do piso já está sendo cumprido no contracheque do mês de abril e o governo deve repassar a universidade suplementação orçamentária para reformas dos campi, compra de equipamentos e materiais bibliográficos.

(Diário do Pará)

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