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Ananindeua na lanterna no atendimento de água

Os municípios paraenses lideram o ranking negativo na maioria dos índices avaliados: índice de atendimento total de água; índice de população com coleta de esgoto; índice de esgoto tratado com relação à água consumida; e investimentos com relação à arreca

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Os municípios paraenses lideram o ranking negativo na maioria dos índices avaliados: índice de atendimento total de água; índice de população com coleta de esgoto; índice de esgoto tratado com relação à água consumida; e investimentos com relação à arrecadação com os serviços, no qual Santarém tem o pior resultado do Brasil, uma vez que não investiu nada do que arrecadou na melhoria ou expansão dos serviços. Belém e Ananindeua escaparam de estar entre as 10 piores, já que ocorreram investimentos na área.

No índice de atendimento de água no município, no entanto, Ananindeua é a lanterninha entre as 100 maiores cidades do Brasil, com apenas 26,91% de sua população atendida. A Cosanpa é a responsável por esse serviço no Pará. Santarém é a quarta pior, com apenas 45,66% de atendimento e Belém é a nona, com 73,33%. As 20 melhores cidades do Brasil têm 100% de atendimento. Nenhuma destas é do Norte do Brasil.

As piores cidades do Brasil em coleta de esgoto são Ananindeua e Santarém, que não dispõem do serviço para seus habitantes, despontando com índice zero de coleta. Os municípios figuram na 100ª e 99ª colocações, respectivamente. Belém é a 7ª pior em coleta de esgoto, com 7,1% de serviço prestado. Entre as cidades da Amazônia, Porto Velho (98º) oferece coleta de esgoto a apenas 2,7% dos 484.992 moradores, seguida por Macapá (97º), que coleta 6% do esgoto dos seus 437.256 habitantes.

E se não têm coleta de esgoto, Ananindeua e Santarém também não conseguem fazer tratamento. Por isso despontam novamente no ranking deste índice com resultado zero. Belém é a 7ª pior do Brasil em tratamento, com 1,9%. Dentre os dez piores municípios brasileiros neste ranking, cinco não possuem qualquer tratamento de esgoto.

O novo ranking lista quatro capitais da Amazônia entre as piores do Brasil em acesso ao serviço. A capital do Mato Grosso, Cuiabá, e São Luís, no Maranhão, são as cidades da região com o melhor índice de saneamento básico. Ainda assim, ocupam as 70ª e 78ª colocações, respectivamente.

Em situação ainda mais grave aparecem as capitais do Amazonas, Amapá, Pará e Rondônia. Manaus é a 92ª do ranking, seguida de Belém, 93ª, e Macapá, 96ª. No fim da lista está Porto Velho, na 100ª posição da lista.

De acordo com informações do Trata Brasil, caso Manaus, Macapá, Belém e Porto Velho mantivessem os níveis de avanços de 2009 a 2013, nenhuma das cidades atingiria a universalização dos serviços até 2033.

Mesmo entre as 10 piores em saneamento básico do país em 2013, Manaus foi a cidade da região que mais investiu no serviço, R$ 79,35 milhões no ano. Em seguida, aparecem Cuiabá, com R$ 78,07 milhões, e Belém, com R$ 45,43 milhões.

As 10 cidades com melhor acesso ao saneamento básico no Brasil são: Franca (São Paulo), Maringá (Paraná), Limeira (São Paulo), Londrina (Paraná), Curitiba (Paraná), Niterói (Rio de Janeiro), Santos (São Paulo), Ponta Grossa (Paraná), Uberlândia (Minas Gerais) e Taubaté (São Paulo).

(Diário do Pará)

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