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Sindicalista relata ameaças e agressões

Um grupo de cerca de 60 professores de instituições federais de ensino superior teria sido ameaçado por representantes da Associação de Docentes da Universidade Federal do Pará (Adufpa) na última terça-feira, 28. Eles se reuniam no auditório da sede da C

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Um grupo de cerca de 60 professores de instituições federais de ensino superior teria sido ameaçado por representantes da Associação de Docentes da Universidade Federal do Pará (Adufpa) na última terça-feira, 28.

Eles se reuniam no auditório da sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB-PA), no bairro do Marco, em assembleia organizada para a criação de uma nova sindical, o Sindicatos dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado do Pará (ProIfes-PA), em linha de oposição à Adufpa.

Segundo relatos da presidente eleita do Proifes-PA, Socorro Coelho, dois carros de som se posicionaram em frente à CNBB durante o encontro, com duas dezenas de pessoas gritando palavras de ameaça relacionadas à criação da entidade, que se concretizou mesmo em meio ao tumulto. A Polícia Militar precisou ser chamada para escoltar a saída do grupo.

Segundo Socorro, o trâmite de criação do Proifes-PA respeitou todos os requisitos legais: houve publicação em Diário Oficial e em um jornal de grande circulação da convocação para a assembleia, com divulgação de data, local e hora.

“Eles gritavam que esse novo sindicato que conseguimos criar era de pelegos, era chapa branca. Nos assustamos com a violência com que eles entraram, dando pontapés na porta do auditório, por isso corremos para nos proteger. Eles gritavam que não iríamos sair dali, que eles não deixariam, por isso chamamos a PM”, relata.

A reunião começou às 13h e houve quem só conseguisse sair das CNBB por volta das 18h30. “Fomos imediatamente à delegacia para registrar a ocorrência, inclusive acompanhados do corpo jurídico da sindical e de representantes do Proifes nacional, que também estavam na assembleia”, reforça. “Notamos que, entre esses representantes que diziam ser da Adufpa, apareceram muitos que não reconhecemos, ou seja, que não fazem parte da categoria”, destacou a presidente do Proifes-PA

No site da Adufpa, a assembleia foi chamada de “golpe sindical articulado pelo Proifes, governo Dilma e reitoria da UFPA, que pretendiam fundar (...) um sindicato chapa branca, a fim de enfraquecer as mobilizações da categoria e atacar a autonomia do movimento docente”.

(Diário do Pará)

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