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Hansenianos estão sem assistência

Representantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morham) foram recebidos por um grupo de deputados estaduais ontem para denunciar a situação de abandono dos internos e sequelados que dependem de assistência provida pelo G

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Representantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morham) foram recebidos por um grupo de deputados estaduais ontem para denunciar a situação de abandono dos internos e sequelados que dependem de assistência provida pelo Governo do Estado. Ao todo, cerca de 70 pessoas compareceram às galerias da AL para expor os problemas enfrentados, que incluem desde a distribuição de cesta básica e qualidade dos alimentos a falta de materiais para curativos dos doentes. O líder do Governo na casa, Eliel Faustino (SDD), ficou de agendar uma audiência com o secretário de Estado de Saúde Pública, Vitor Mateus.

Carlos Bordalo (PT), Airton Faleiro (PT), Soldado Tércio (PROS), Lélio Costa (PC do B), além do próprio Eliel, receberam, na Sala VIP da AL, uma comissão de cinco pessoas para tratar sobre a situação. “O Governo do Estado está deixando de cumprir com suas obrigações. São muitas as nossas demandas, mas comida e curativos são os grandes problemas, os mais urgentes”, relatou Cristiano Cláudio Torres, vice-coordenador nacional do Morhan. Ele denunciou ainda a situação das Unidades de Referência Especializada (UREs) para a hanseníase, Marcelo Candia, também em Marituba, e Demétrio Medrado, no bairro da Sacramenta. “A maioria das pessoas nos abrigos são idosas e precisam de consulta com geriatra, e para ir, tem que pagar até pelo combustível, porque o Estado não dá. O Estatuto do Idoso está sendo rasgado”, lamentou. Houve queixa também pelo fato de o Movimento ter oficiado a Sespa desde 15 de janeiro sobre a situação, com pedido de audiência, e não ter sido atendido. “São nove meses sem material especializado para curativo, anos sem material de laboratório. A cesta básica é distribuída de forma fracionada, porque é um fornecedor para cada produto, e de marcas que nunca ouvimos falar. Que licitação é essa, que dificulta mais do que ajuda?”, reforçou Adenirson Picanço, coordenador do Núcleo dos Hansenianos de Marituba. Hoje, de acordo com a comissão, 157 pacientes dependem da cesta básica bancada pelo Governo do Estado.

Em nota, a Sespa informou que a “Unidade Básica de Saúde (UBS) da Colônia do Prata, dispõe de médicos especialistas para atender a população, serviço que vem sendo feito regularmente. A respeito da falta dos medicamentos especializados, de responsabilidade do Estado, a Secretaria esclarece que não procede a informação, pois a distribuição dos remédios é feita mensalmente para os municípios. (...) A Sespa ressalta ainda que agendará reunião com representantes do Morhan para discutir melhorias para o atendimento dos pacientes que recebem assistência do Estado”.

(Diário do Pará)

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