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Passarela oferece riscos em Marituba

O que era para beneficiar a população hoje é retrato do abandono do poder público. A primeira passarela, do centro de Marituba, na BR-316, Região Metropolitana de Belém, foi interditada pelos próprios moradores daquela cidade. O motivo? A estrutura metáli

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O que era para beneficiar a população hoje é retrato do abandono do poder público. A primeira passarela, do centro de Marituba, na BR-316, Região Metropolitana de Belém, foi interditada pelos próprios moradores daquela cidade. O motivo? A estrutura metálica está totalmente deteriorada a parte de concreto, desgastada.

Postes de iluminação quebrados, ferrugem em toda a parte metálica, vigas pêndulas sobre o canteiro central, buracos no piso, além de lixo e mato por toda a extensão. Esse é o retrato de um espaço que era para ser utilizado por pessoas com deficiência física, crianças, idosos e pedestres em geral, que atualmente se arriscam entre o frenético trânsito da BR-316.

Há três anos trabalhando em um ponto de mototáxi sob a passarela, Isaque Costa, 48 anos, convive com o medo de acontecer o pior. “Isso está totalmente abandonado (falou apontando para o local). Uma hora ou outra cai um pedaço de concreto ou um dos paus dessa passarela. Os ferros da estrutura estão apodrecendo e os nossos governantes não tomam nenhuma providência. Estamos aqui embaixo, pois não temos um lugar melhor para trabalhar. Mas vamos ter que sair”, desabafou.

“Na última semana, caiu um pedaço de madeira na cabeça de uma mulher. Mas para quem reclamar? Ali no meio já tem um pedaço de ferro pendurado, em plena BR-316. Isso é um risco para os carros e para quem passa por aqui”, ressaltou Isaque.
Indignados com a situação do local, os mototaxistas bloquearam o acesso à passarela, do lado de saída da capital. “Chamamos o Corpo de Bombeiros na semana passada. Eles colocaram apenas uma fita e condenaram. Disseram que ninguém pode passar. Mesmo assim, as pessoas se arriscavam, para não atravessar entre os carros. Depois disso, nós colocamos essas pernamancas, para não deixar ninguém passar, pois se acontecer algo vai ser bem pior. Além disso, na subida do outro lado (entrada de Belém), tem um buraco enorme no piso, o que faz as pessoas voltarem”, concluiu.

RISCO

A auxiliar administrativa Nilzete Ribeiro mora em Marituba e, para fazer suas atividades diárias, tem que se arriscar no intenso trânsito da BR-316. “Atravessar aqui é muito complicado. Os carros não param. Temos que ir para perto do radar. A passarela está horrível, temos medo até de passar debaixo dela e cair um pedaço em nossa cabeça”, lamentou.

Com 68 anos, o aposentado Armando Bornnie, também se arrisca na travessia. “Moro no Dacoville, e para atravessar é muito ruim. Eles não respeitam os idosos. Além do trânsito, temos que passar por esse canteiro, que é cheio de rato, formiga, lixo, calango e tudo que não presta. E de noite é escuro, sujo e perigoso”.

Em nota, a Prefeitura de Marituba afirma que a passarela é de competência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e que já solicitou ao órgão o bloqueio da passarela e sua reforma imediata, solicitação que é de conhecimento do Ministério Público, diz a nota. O Dnit não se manifestou até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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