Vivenciando uma situação de abandono há algum tempo, a Praça Princesa Izabel, no bairro da Condor, de onde se tem uma visão privilegiada do Rio Guamá, apresenta um estado de depredação que se contrapõe à finalidade destinada ao local que deveria servir de lazer, além de ser um ponto de travessia para paraenses e turistas que visitam as ilhas próximas da capital, como a Ilha do Combú, e até outros municípios do Estado, já que ali também funciona um terminal fluvial turístico.
Além da estrutura totalmente deteriorada, existe na praça uma guarita que está desativada há vários anos e que deveria abrigar guardas municipais para fazer a segurança do local. Mas ao contrário disso, a insegurança e os assaltos são constantes naquela área, ainda que seja um local bastante frequentado devido ao porto fluvial.
“Quando a gente chegou aqui ficamos até com medo porque tinha um rapaz armado com uma faca. Então, vimos uma viatura e chamamos um policial que foi lá e tirou a faca dele. O próprio policial disse que aqui é ‘zona de risco’. Deveriam colocar segurança aqui e uma cobertura no trapiche. Quando chove a gente não tem onde ficar”, disse a cabeleireira Patricia Brito, 29, que aguardava um barco para ir com a família ao município de Bujaru.
Outro problema identificado no local é o acúmulo de água que permanece empoçada ao redor de um antigo palco projetado na praça para receber atividades culturais, o que está servindo de criadouro para o mosquito da dengue. “Essa água parada traz muito mosquito e mosca para cá. E aqui a gente trabalha com comida. Corremos até o risco de pegar dengue. Ficamos abertos até as 19h e, nessa época do ano que é de chuva, fica difícil trabalhar com tanto mosquito e ainda tem a questão da segurança”, relata Vera Lúcia Lopes, dona de um quiosque.
Vera explica que os próprios donos de restaurantes na Ilha do Combú pagam seguranças para ficar no trapiche. “Eles fazem isso para poder ter cliente, porque se entrar aqui e não tiver nenhum segurança, a pessoa é assaltada. Fui assaltada aqui na semana passada e agora estou pagando segurança para passar por aqui de madrugada. Aqui é um local bastante frequentado, mas o abandono é demais. Vem muito turista e estrangeiro e eu fico com muita vergonha porque eles perguntam sobre o abandono”, lamenta.
Segundo Vera, depois que a RBATV fez uma reportagem mostrando o abandono da praça e do porto fluvial, a Prefeitura de Belém tomou algumas providências para melhorar o local. Entretanto, para ela, as medidas são paliativas, pois não resolvem metade dos problemas que existem ali. “À noite é uma escuridão total. Banheiros não temos aqui. Lá no antigo escritório da Belemtur tem banheiro, mas não dá nem para entrar. É muita sujeita, os assaltantes se escondem lá e fazem até de motel. A gente trabalha aqui na marra”, afirma.
O OUTRO LADO
Em nota, a Prefeitura de Belém informou que a Praça Princesa Izabel será totalmente reformada e que na última quarta-feira, 29, foi feita uma ação geral de limpeza no local.
A Guarda Municipal de Belém (GMB) esclarece que o novo comandante da corporação está realizando um planejamento das ações da GMB para o ano de 2015, a ser entregue ainda este mês, e que atenderá a praça.
(Diário do Pará)
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