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Obra que já completa 12 anos segue parada

Mesmo com verba disponível e uma espera de quase 12 anos para aproximadamente 475 famílias, as obras de um residencial localizado na avenida Perimetral estão paralisadas, com apenas um funcionário trabalhando no local: essa foi a conclusão da vistoria rea

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Mesmo com verba disponível e uma espera de quase 12 anos para aproximadamente 475 famílias, as obras de um residencial localizado na avenida Perimetral estão paralisadas, com apenas um funcionário trabalhando no local: essa foi a conclusão da vistoria realizada pelo deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL) na manhã desta segunda-feira (04).

No local da construção – que é segunda etapa dos serviços de Infraestrutura e Habitação do Riacho Doce, obra do Programa de Aceleração do Cresimento (PAC) – uma placa instalada pelo Governo do Estado indica que o prazo para término dos serviços seria em junho de 2014. Os prédios serão as moradias para as famílias que foram remanejadas durante a macrodrenagem e urbanização do canal do Tucunduba.

Segundo Edmilson Rodrigues, os recursos para terminar a construção do condomínio (obra orçada em aproximadamente R$ 18 milhões) estão disponíveis na Caixa Econômica Federal, pela União, mas a contrapartida que deve ser realizada pela gestão estadual não é realizada.

"A verba está garantida e disponível na Caixa Econômica Federal. O problema é que a Caixa libera o dinheiro por medição, à medida que a obra avança. E a instituição simplesmente não libera mais porque a obra está parada. Esse dinheiro está sendo perdido, e as pessoas estão desesperadas por falta de moradia", afirma Edmilson.

"Não há justificativa para esse dinheiro, que deveria estar sendo aplicado, simplesmente ser jogado fora, porque os materiais estão ficando mais caros a cada ano que passa. Outros materiais, e mesmo parte das obras, são roubados frequentemente por pessoas que entram no local durante a noite. Aquela placa de conclusão das obras foi colocada um mês antes das eleições. Agora o Governo tem que explicar porque a construção está parada", continua o deputado federal.

O parlamentar afirma que marcará uma audiência com o Ministério das Cidades e com o Ministério Público Federal (MPF) para fazer com que o Governo do Estado assine um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). O objetivo é obrigar a formatação de um novo cronograma de conclusão das obras.

MORADORES ATINGIDOS

Aproximadamente 475 famílias são as principais prejudicadas pelos atrasados nas obras. Elas recebem um auxílio-moradia do Governo do Estado, mas afirmam que, às vezes, o pagamento atrasa por meses.

"Ao invés de agilizarem a entrega dos prédios, eles seguem se atrasando. O governo fica devendo as construtoras, que não trabalham. Muitos colegas nossos morreram e não viram as casas ficarem prontas", afirma Maria Paiva, 60 anos, uma das lideranças comunitários do Riacho Doce.

Segundo outra remanejada, Maria Barbosa, 50 anos, a situação se agrava a cada ano de espera. "Quando eles vieram e nos tiraram das nossas casas, falaram que logo iam nos entregar o conjunto. Mas nada aconteceu. Hoje nossos filhos estão espalhados, porque as casas alugadas são muito pequenas. Nossas famílias ficaram desestruturadas", lamentou.

(DOL)

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