Representantes da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) estiveram nessa segunda-feira (04) de manhã na Assembleia Legislativa (AL) participando de sessão especial provocada pelo deputado estadual Raimundo Santos (PEN) para falar da atuação da entidade no Estado.
O presidente da Fiepa, José Conrado Santos, citou investimentos na ordem de R$ 172 bilhões para os próximos cinco anos em diversas regiões, mas ouviu da base oposicionista sobre as incertezas da forma como os valores em logística serão aplicados até 2020.
O sul e o sudeste do Pará, de acordo com o que foi anunciado por Conrado para os anos compreendidos entre 2015 e 2020, receberão a maior fatia do bolo: pouco menos de R$ 93 bilhões. Ainda do montante total, com infraestrutura e logística os investimentos são na ordem de R$ 60 bilhões; R$ 55 bilhões em energia e R$ 50 bilhões em mineração.
“Nas últimas décadas não houve, lamentavelmente, governadores nesse Estado com visão empreendedora, pelo contrário, temos tido grandes centralizadores. Não à toa criamos aqui na AL uma Frente Parlamentar para o Desenvolvimento, a fim de mostrar ao Poder Executivo que existem secretários que são verdadeiros obstáculos na facilitação da implantação de novos empreendimentos”, declarou o deputado Martinho Carmona, do PMDB, membro da frente parlamentar.
“Quem vai lidar com os R$ 60 bi anunciados para a logística, que é o nosso maior problema e que deixa os empresários na fila, a ponto de eles desistirem de investir no Pará? É o governo do Estado? É o governo federal? São os empresários? É preciso que isso fique claro”, reforçou o peemedebista.
Além dele, estavam presentes os deputados Márcio Miranda (DEM), presidente da casa; Raimundo Santos; Coronel Neil (SDD), Luiz Sefer (PP), Iran Lima (PMDB), Thiago Araújo (PPS), Eliel Faustino (SDD), Sydney Rosa (PSB), Airton Faleiro (PT) e Carlos Bordalo (PT).
(Diário do Pará)
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