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Manifestação lembra seis meses de chacina

Relembrando os últimos momentos de seu filho com vida, a dona de casa Suzana Amaral vê a imagem envidada por Márcio Santos Rodrigues, que trabalhava como operador de caixa em um restaurante. “Ele mandou uma foto e disse que estava indo para casa dos seus

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Relembrando os últimos momentos de seu filho com vida, a dona de casa Suzana Amaral vê a imagem envidada por Márcio Santos Rodrigues, que trabalhava como operador de caixa em um restaurante. “Ele mandou uma foto e disse que estava indo para casa dos seus avós. Depois mandou para sua namorada, 20 minutos antes de ser brutalmente assassinado”.

O filho de Suzana foi executado no bairro do Tapanã, quando voltava de uma pizzaria com mais dois amigos em uma motocicleta. Quase na frente da casa de seus avós, ele foi alvejado por homens de moto. O jovem foi uma das 11 pessoas assassinadas na chacina do dia 4 de novembro de 2014.

“Nós, as mães, temos um sentimento de revolta todos os dias. As investigações já tiveram um grande avanço e queremos mais”, diz. “Na investigação, foi comprovado que nenhuma das pessoas que foram mortas têm ligação com o crime. Meu filho e os outros eram inocentes. Dizem que estão trabalhando em políticas públicas, mas não vemos nada”, desabafou.

Familiares, amigos, representantes de entidades sociais e defensores dos Direitos Humanos se reunirão hoje, a partir da 16h, na frente ao fim da linha de ônibus Tapanã Ver-o- Peso, para pedir mais agilidade nas investigações da chacina ocorrida em cinco bairros da periferia de Belém. A tragédia completa 6 meses e até hoje os acusados não foram devidamente punidos.

“Vamos fazer uma concentração no fim da linha. Depois, seguiremos em caminhada até o local em que ele (Márcio) caiu morto, que foi na rua da Olaria, no Tapanã. Vamos soltar balões para lembrar das vítimas e, assim, cobrar que os culpados sejam punidos”, explicou Francisco Batista, coordenador da Comissão de Justiça e Paz, da paróquia de São Domingos de Gusmão.

OUVIDORIA

“A ouvidoria vem acompanhando o trabalho tanto do Ministério Público como da Divisão de Homicídios, em relação ao caso. Além disso, ainda continuamos ouvindo os familiares das vítimas, que neste processo se sentem ameaçados, com medo. Mas estão levando a vida normal, fazendo atos todos os meses e cobrando que os culpados sejam punidos”, ressaltou Eliana Fonseca, ouvidora do Sistema de Segurança Pública do Pará.

Em abril passado, o promotor militar Armando Brasil divulgou o resultado das investigações da chacina que, segundo acusações, ocorreu como represália após a morte do cabo Pet. O resultado das investigações coincide com o relatório da CPI das Milícias, instalada pela Assembleia Legislativa. Segundo o Ministério Público Militar, 13 policiais poderiam ter prendido os assassinos do PM.

As investigações também concluíram que os policiais militares alteraram a cena do assassinato. Eles vão responder a processo por homicídio, na modalidade omissiva.

CHACINA

A sequência de assassinatos ocorreu no dia 4 de novembro de 2014, nos bairros da Terra Firme, Marco, Guamá, Jurunas e Tapanã. A chacina ocorreu após o assassinato do cabo Antônio Figueiredo, o ‘Pet’, morto a tiros no Guamá.

(Diário do Pará)

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