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Falta vacina BCG nos postos de saúde

A falta da vacina BCG, que protege contra a tuberculose, em postos de saúde de Belém tem sido motivo de queixas frequentes da população. O DIÁRIO tem recebido denúncias acerca desta dificuldade. Após duas semanas à procura de uma unidade de saúde que ofe

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A falta da vacina BCG, que protege contra a tuberculose, em postos de saúde de Belém tem sido motivo de queixas frequentes da população. O DIÁRIO tem recebido denúncias acerca desta dificuldade.

Após duas semanas à procura de uma unidade de saúde que oferecesse a BCG e constatar que a vacina está em falta nos locais por onde passou, o pintor Luis Otávio Silva, 50, resolveu denunciar o caso ao DIÁRIO. Luis tem uma neta que completará 30 dias no próximo dia 11 e a preocupação da família é, sobretudo, pelo fato de a criança ainda não ter tomado a vacina, que normalmente é aplicada nos primeiros 30 dias de vida.

“A minha nora e a minha filha, que é tia da neném, passaram duas semanas indo a postos de saúde e não conseguiram encontrar a vacina. No posto da Uepa, uma funcionária disse que estava em falta. Elas foram também à unidade de saúde da Marambaia, na Augusto Montenegro, à unidade da Tavares Bastos e do Jaderlândia e não tinha”, disse.

Segundo o avô da criança, durante as idas aos postos de saúde, a família percebeu que outras mães de crianças recém-nascidas passavam pelo mesmo problema. “O certo é a criança tomar essa vacina antes de completar um mês. Minha outra neta, que tem dois anos, já saiu vacinada da maternidade. Agora eles não vacinam mais. Então, eu quis tornar público porque é preocupante não ter essa vacina nos postos”, afirma.

RESPOSTAS

A reportagem pediu esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) sobre o assunto. Porém, até o fechamento desta edição não houve retorno.

Também questionada, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) respondeu que, “segundo informações do Ministério da Saúde (MS), enviadas às secretarias estaduais no dia 09 de janeiro deste ano, o cronograma de entrega do laboratório que fabrica as vacinas não foi cumprido por problemas burocráticos. De acordo com o MS, algumas doses, como da BCG, precisavam então passar primeiro por análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), procedimento de rotina, mas que os testes poderiam levar alguns meses”.

A Sespa diz que a distribuição é feita pelo Ministério da Saúde mensalmente aos Estados e que aguarda a próxima remessa na primeira quinzena de maio.

(Diário do Pará)

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