Cerca de 40 pessoas que adquiriram apartamentos no condomínio Torres Ekoara, localizado na Travessa Enéas Pinheiro, bairro do Marco, protestaram ontem na avenida Nazaré, no Largo do Redondo, pedindo para que os imóveis sejam vistoriados e entregues o quanto antes. O empreendimento pertence à construtora PDG.
Segundo o contrato, os apartamentos deveriam ter sido liberados para moradia em junho de 2011. Segundo o cliente Elielson Cardoso de Souza, 53, o apartamento, no valor de aproximadamente R$ 700 mil, adquirido em 2007, está quitado e sem possibilidade de moradia, porque não foram feitas as vistorias pelo Corpo de Bombeiros.
Elielson afirma que há problemas estruturais como rachaduras. “O que fez a gente vir pra cá foi que eles querem entregar um imóvel na marra, sem cumprir o que está no contrato de vistoria técnica. Esses apartamentos estão prontos entre aspas. Existem vícios ocultos que só a vistoria pode dizer. Eu deveria ter recebido meu apartamento em setembro de 2011, como prometeram. Quando eu dei entrada nesse apartamento, meus filhos não eram nem casados e eu nem neto tinha”, diz.
O empresário Antonio Trévia, 38 anos, reclama que alguns proprietários tiveram as prestações dos imóveis reajustados e outros não. Ele diz que após a construtora ter conseguido o “Habite-se”, documento concedido pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), que confirma se a obra foi executada de acordo com o projeto arquitetônico aprovado na expedição do alvará e se o imóvel está em condições de habitação, as parcelas dos apartamentos aumentaram, o que deveria ter ocorrido apenas se eles já morassem no local.
“A gente cumpre toda a nossa parte e deveriam ter entregue o apartamento. Eles não dão prazo de entrega. Só dizem que está atrasado. A gente quer saber como conseguiram esse ‘Habite-se’, porque tem que ter 70% dos empreendimentos vistoriados pelo próprio Corpo de Bombeiros, e isso não foi feito. Com esse documento ainda aumentaram as parcelas. Só eles estão ganhando. Pagamos e não podemos morar’’, afirma.
PDG
A assessoria da PDG reconheceu o atraso na entrega dos apartamentos. Em nota, alegou que o empreendimento está pronto e que em março deste ano foi obtido o ‘Habite-se’. O processo de vistoria pelos clientes ainda está em andamento.
A entrega dos imóveis envolve a Assembleia Geral de Instalação de Condomínio (AGI), iniciada em maio, mas foi interrompida devido reclamações dos clientes por causa do atraso na entrega e situações privativas. Ainda segundo a assessoria, os Bombeiros realizaram a vistoria.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar