Na próxima terça-feira (12), o conselho municipal de transporte discutirá sobre o aumento no preço da passagem de ônibus em Belém. Duas propostas deverão ser postas em mesa e uma delas pode elevar os custos dos atuais R$ 2,40 para R$ 2,76.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese/Pa) de um lado o Sindicato das Empresas de Transportes de Belém (SetransBel) propõe um reajuste de 15% e do outro a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) vai propor aumento de 12,50%. O que significa aumento de R$ 2,76 e 2,70 respectivamente.
O último reajuste da tarifa de ônibus em Belém foi realizado há um ano e neste mesmo período a inflação registrada foi de 9,17%, ou seja, as duas propostas estão acima dos índices.
Ainda segundo o Departamento, a justificativa do setor patronal para esta proposta está na defasagem da tarifa e no aumento de custos dos vários itens que compõem a referida Planilha, principalmente dos combustíveis, peças pneus, etc. Sobre a justificativa da Semob, o DOL entrou em contato com o órgão e fomos informados que a Superintendência não vai se manifestar pois a proposta é sigilosa e que só será entregue ao Conselho no dia da reunião.
Na análise das duas planilhas, o Dieese fez uma simulação dos impactos do reajuste no bolso dos usuários de transporte público da capital paraense.
SETRANSBEL - R$ 2,76 reajuste de 15%
Impactos
Caso seja aprovada a proposta empresarial de aumento das passagens dos atuais R$ 2,40 para R$ 2,76, o gasto mensal do usuário que apanha duas conduções diárias e não tem vale transporte passaria dos atuais R$ 115,20 para R$ 132,46 e o impacto em relação ao Salário Mínimo saltaria dos atuais 14.62% para aproximadamente 17%;
SEMOB - R$ 2,70 reajuste de 12,50%
Impactos
Caso seja aprovada a proposta da SEMOB de aumento das passagens dos atuais R$ 2,40 para R$ 2,70 , o gasto mensal do usuário que apenha duas conduções diárias e não tem vale transporte passaria dos atuais R$ 115,20 para R$ 129,60 e o impacto em relação ao Salário Mínimo saltaria dos atuais 14,62% para aproximadamente 16,47%.
(DOL com informações do Dieese)
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