A hidrelétrica de São Manoel – projeto de R$ 2,2 bilhões com previsão de entrega em 2017 – está localizada no curso médio do rio Teles Pires, na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso.
Ela terá capacidade instalada de 700MW, e irá produzir energia suficiente para atender uma população de cerca 2,5 milhões de pessoas, suficiente para abastecer sozinha cerca de quatro vezes a cidade de Cuiabá e uma vez e meia a cidade de Belém.
Na área disputada por Pará e Mato Grosso vivem mais de mil famílias. Elas ocupam uma região conhecida por Vale do 15, na margem direita do rio Teles-Pires.
As atividades principais são agricultura e pecuária. Os fazendeiros reclamam estar impedidos de obter o registro das terras e acusam os poderes públicos dos dois estados de não darem nenhuma assistência por conta do litígio. E afirmam que controlam um rebanho superior a 400 mil cabeças de gado.
“Só em Paranaíta estão 170 mil dessas reses; e os produtores fazem o controle de sanidade animal junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Animal da Unidade de Paranaíta. Isso porque não há nenhum contato com o Estado do Pará”, argumenta o procurador de Mato Grosso, Jenz Prochnow.
(Diário do Pará)
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