Iniciada em Belém no dia 27 de abril, a campanha de vacinação contra a gripe ainda espera imunizar mais da metade das pessoas que integram o público alvo na capital paraense. Até a manhã do último sábado, dia estipulado nacionalmente para a realização do “Dia D” da campanha, a estimativa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) era de que em torno de 10% do público alvo já tenha recebido a vacina em Belém.
Destacando que a vacina está sendo disponibilizada em 431 postos de vacinação em Belém, o secretário municipal de Saúde, Sérgio de Amorim Figueiredo, informou que a meta é aplicar 250 mil doses da vacina até o dia 22 de maio, quando a campanha é encerrada em todo o Brasil.
“A secretaria de saúde iniciou a campanha da vacinação no dia 27 de abril e hoje (sábado) é o ‘Dia D”. Só para hoje (sábado) nós temos 150 mil doses disponibilizadas para a população”, explicou. “Mas quem não pode vir no ‘Dia D’, tem até o dia 22 de maio para procurar os outros locais de vacinação”.
Voltada especificamente para as crianças menores de cinco anos, idosos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional, a vacina leva, em média, de duas a três semanas após a aplicação da dose para criar os anticorpos que geram a proteção contra a gripe no organismo.
“Apesar de ser tida como uma doença banal, a gripe, se não for bem tratada, pode ter complicações que podem até levar a óbito”, explica a coordenadora de vigilância epidemiológica da Sesma, Leila Flores. “Ainda estamos fazendo o levantamento de quantas vacinas já foram aplicadas, mas estimamos que já vacinamos mais de 10% da meta”.
Posto escolhido para abrigar a abertura do “Dia D”, a Unidade de Saúde da Sacramenta apresentou uma movimentação tímida logo no início da manhã de sábado, quando poucas crianças e idosos foram vistos procurando pela vacina.
Habituada a tomar a vacina todos os anos, a técnica em enfermagem, Berenice Favacho, acredita que a vacina é responsável pela diminuição dos quadros de gripe apresentados por ela. “Antes quando eu ficava gripada eu ficava muito mal, ficava pra baixo mesmo. Agora quando dá é só um espirro rápido”, lembra. “Eu ando de moto e acabo pegando muita chuva e posso acabar gripando, então não deixo de tomar a vacina”.
Preocupada com a saúde da filha Adriel, de um ano e nove meses, a dona de casa Elizângela da Silva, também fez questão de imunizar a criança. “Eu sempre trago ela pra vacinar porque, quando ela gripa, ela fica muito enjoada, com febre...”, recorda. “Então pra evitar que isso aconteça é melhor vacinar”.
SERINGAS
Estimulado a procurar a campanha de vacinação contra a gripe, o comerciante Edilberto Nunes enfrentou dificuldades para vacinar a mãe no posto instalado em um supermercado no birro de Batista Campos. Segundo ele, todos que chegavam ao local em busca da vacina eram orientados a comprar seringas para que pudessem aplicar a dose.
Para que conseguisse vacinar a mãe idosa, Edilberto precisou gastar R$1,49 com a compra do material. “Informaram que não tem seringa e orientaram que fôssemos na farmácia comprar a seringa pra eles poderem vacinar. Tem a vacina, mas a seringa não”, afirmou, informando que muitos outros idosos fizeram a mesma coisa. Segundo o comerciante, o problema foi enfrentado por volta 10h30 do último sábado. A Sesma foi procurada mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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