O médico Francenilso Sena teria sido preso e agredido pelo delegado Edjalmo Nogueira e dois investigadores da delegacia de Alenquer, no oeste paraense, por ter recusado realizar uma exame cadavérico em um homem assassinado, já que iria realizar uma cesariana de urgência.
De acordo com o médico Breno Monteiro, o caso ocorreu na quarta-feira passada (7). Segundo o médico, Francenilso era o único médico de plantão no Hospital Santo Antônio.
“Depois, o delegado e os investigadores invadiram o hospital e, após agredirem o médico, levaram-no algemado para a delegacia”, disse.
Ainda segundo o médico, foi necessário que um promotor de justiça interviesse para que o médico fosse solto e pudesse voltar ao plantão.
MEDIDAS
O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) disse que recebeu a denúncia e que entrou em contato com o diretor do hospital, orientando sobre quais medidas poderiam ser tomadas nesse caso. O CRM disse ainda que “irá adotar as medidas cabíveis para que tais abusos sejam veementemente repelidos”.
APOIO
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Pará e a Associação dos Delegados Aposentados do Pará (Sindelp-Pa) divulgou uma nota de apoio ao delegado Edjalmo.
Para o sindicato, o delegado autuou o médico pelo crime de desobediência, “haja vista, este profissional ter se recusado, mesmo após ter sido nomeado como perito “ad hoc”, nos termos do Código de Processo Penal, a proceder à perícia requisitada pela autoridade policial”.
O sindicato lembrou que qualquer pessoa está submetido a legislação vigente e, em situações emergenciais, poderá ser nomeado como perito “ad hoc” pelo Delegado de Polícia e que tal nomeação não poderá ser declinada, sob pena de cometimento de crime de desobediência.
(DOL)
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