“Minha cidade tem a rua como casa e a casa como pátria. [...] Nasceu da fusão de imigrantes e candangos que rasgaram sob sol e chuva, com mãos de aço e ferro, num corredor de lama, sem estradas, a colossal Candangolândia, uma tímida vila com viés dentro de um mosaico de veias abertas e sangrentas da Amazônia.”
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Os versos são trechos do poema “Cidade Poema”, da poetisa Rosa Peres, sobre o município de Rondon do Pará, que completa 33 anos de emancipação política nesta quarta-feira (13).
O historiador Jorge Coutinho destaca que a origem do município, como conta o poema, foi durante a construção da rodovia PA-70. “Em 1968, o Departamento de Estradas de Rodagens implantou nesta área - que hoje é o município - o primeiro acampamento para a abertura da rodovia. Nessa época, a localidade passou a ser conhecida por Candangolândia”, conta.
(Foto: Lusomar Moreira)
Ainda segundo o professor, somente com a chegada do Projeto Rondon foi que a Candangolândia prosperou. “O projeto tinha como lema ‘Integrar para não entregar’. Estudantes universitários eram levados para comunidades isoladas do interior do país, onde participavam de atividades assistenciais organizadas pelo governo. O projeto cumpria ainda funções de cooptação do movimento estudantil, já que era em plena Ditadura Militar”, acrescenta.
A partir de 1969 a localidade passou se chamar Vila Rondon. “O nome durou até 1982, quando foi transformada em município pelo então governador Jader Barbalho. O novo município foi desmembrado de São Domingos do Capim”, conclui Coutinho.
(Antônio Santos/DOL)
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