“Não tínhamos energia elétrica, água encanada e as ruas não eram calçadas. A energia era a diesel e motores, e funcionava só por seis horas”. Essas são algumas lembranças sobre Rondon do Pará pelo aposentado Coutinho Queiroz, de 84 anos, cidade que ele ajudou a construir.
Queiroz chegou à cidade para trabalhar na abertura da antiga rodovia PA-70, em 1968, atual rodovia BR-222, principal via de acesso ao município. “Participei em tudo, desde o dia da pedra fundamental. Também ajudei a transportar os índios que não aceitavam a presença dos homens brancos na área”, conta. “Depois de um tempo, o extinto Departamento de Estradas e Rodagem (DER), responsável pelas obras da rodovia, conseguiu convencer os índios a mudarem para outra região, próxima de Marabá.”
(Foto: Agência Pará)
Dentre as construções que o morador ajudou a levantar na cidade está a primeira escola de Rondon, denominada Dionísio Bentes de Carvalho. “Fizemos um barracão coberto de tábuas para apenas 26 alunos na época”, relembra.
Ao comparar a cidade de hoje com a do passado, Queiroz constata que ela se desenvolveu. “Nos primeiros anos de emancipada, tínhamos que ir ate São Miguel do Guamá contar os votos das eleições. Depois, com cinco anos de emancipação, a gente já tinha telefone na cidade”, comemora. “Só não desenvolveu mais porque os gestores não pensaram como seria a cidade quando a acabasse a madeira por aqui.”
(Antônio Santos/DOL com colaboração de Ricardo D’Almeida/Diário do Pará)
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