O vice-prefeito de Ananindeua Carlito Begot é acusado de descumprir decisão do juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 2ª vara do município, proferida dia 9 de abril, que o impedia de se apossar da área da antiga fábrica da Ricosa, na BR-316.
Segundo os advogados que tentam impedir que o vice-prefeito tome posse da área, ele não apresenta nenhum documento que demonstre a propriedade do terreno. Begot esteve por várias vezes tentando se apossar do imóvel. Em todas as ocasiões foi impedido pelos advogados da interventora judicial da área, que teriam sido ameaçados pelo vice-prefeito de Ananindeua. Na última sexta-feira, 8, o juiz Luiz Gustavo Viola Cardoso, que substituiu Raimundo Santana na 2ª vara, suspendeu a liminar.
No dia 1º de maio, com a liminar ainda em vigor, Begot, em pleno feriado do Dia do Trabalhador, enviou várias máquinas para o terreno para iniciar a terraplenagem e a construção de uma cerca, mas não conseguiu seu intento. Na última segunda-feira, Begot esteve novamente na área com vários homens, mas novamente desistiu de qualquer ação assim que o advogado da interventora chegou: todos subiram num caminhão e se retiraram do local, contudo Begot prometeu voltar.
A LIMINAR
O juiz Raimundo Rodrigues Santana, titular da 2ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Ananindeua decidiu liminarmente no dia 9 de abril a manutenção da posse da área da Ribeiro Cordeiro Indústria e Comércio Ltda. - Ricosa contra o vice-prefeito de Ananindeua Carlito Begot. Determinou que ele fosse intimado a “se abster da prática de quaisquer atos de turbação ou ameaça à posse da autora, sob pena de incorrer em multa, desde logo fixada em R$ 1.000,00 por dia”.
A propriedade da Ricosa está sob intervenção judicial. Begot tenta se apossar do terreno e aparentemente tem tentado evitar ser citado da decisão judicial pelos oficiais de Justiça nas últimas semanas.
Na área situada na avenida Leopoldo Teixeira, com entrada pela BR-316, foram construídos três galpões em alvenaria. Quando se tentou levantar uma cerca na área não edificada no dia 28 de março, Begot esteve no local se intitulando possuidor do imóvel e, com apoio de vários homens, ele teria ameaçado os operários contratados para construir a cerca. No dia 31 de março Begot esteve novamente no local. Dessa vez levou uma máquina do tipo pá mecânica, utilizada para derrubar toda a cerca que já havia sido construída.
(Diário do Pará)
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