O professor Silvio Santos compartilha do mesmo drama. Ele assinou contrato com a construtora Capital Rossi em 2011 para a entrega das 2ª e 3ª fases do Residencial Ideal Samambaia e, depois de a empresa postergar a entrega do imóvel várias vezes, o professor contabiliza os prejuízos que adquiriu com o empreendimento. “Quando fomos fazer uma vistoria, no começo de 2014, verificamos que o apartamento estava em ordem e acreditamos que receberíamos em breve. Sou casado e comecei a comprar eletrodomésticos, lustres, lâmpadas e todos os aparelhos que podíamos comprar para equipar a casa. Depois de um ano, tudo isso está se deteriorando por conta da falta de compromisso da construtora”, desabafou Silvio.
Foram várias as alegações da construtora, segundo o professor, para não entregar o imóvel. “Primeiro, eles disseram que o problema era o “habite-se”, (documento expedido pelo Corpo de Bombeiros, mostrando que o local está apto para morar); depois, a segunda causa era a vistoria da Celpa e depois de feita a vistoria, eles chegaram a dizer que as instalações estavam fora do padrão e tinham que se adequar. Quer dizer, estão nos enrolando para entregar a obra”, disse Silvio.
Dentro dessa realidade existe uma faixa de 30 a 50 pessoas que estão na mesma situação. Cansados da falta de comprometimento com a entrega dos imóveis, eles pretendem fazer uma manifestação em frente a esse residencial, em Ananindeua, no próximo sábado, 16.
(Diário do Pará)
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