Ilana de Meneses, 16 anos, cursa o 3° ano do Ensino Médio na escola Dilma Catette, e reclama da qualidade da reforma. “O que fizeram não foi suficiente. Eles simplesmente pintaram a escola. Gastaram tanto dinheiro para uma coisa que não teve efeito. Ficamos sabendo que essa escola está na planilha do Governo como reformada, mas como pode? É mentira. Já fomos a Seduc, reclamamos e nada”, questiona. “Temos ótimos professores que lutam ao nosso lado por melhorias também”, concluiu.
A instituição de Ensino Fundamental e Médio atende também a Educação de Jovens e Adultos – Supletivo, no período da noite. “Saímos com medo, pois nem todas as lâmpadas acendem. Tem bloco que não funciona a energia. O muro é baixo e temos medo de ladrão. O banheiro não presta para nada, e as crianças têm que fazer as necessidades no chão”, declarou Raimunda Gomes, 55 anos, aluna do 3° ano.
De acordo com o professor de Educação Física Carlos Pinheiro que completa 25 anos na escola em outubro, a quadra não tem piso, e o muro ameaça a cair. “Evito que os alunos tenham aula na quadra com medo de acontecer algo com eles. Nós fazemos a limpeza, e já chegamos um tempo em fazer coleta para pagar o lanche e o ônibus dos operários. Fomos a Seduc, e não fizeram nada”, concluiu. A reportagem procurou a diretora da instituição, mas ela preferiu não falar com a impressa.
NOTA
A Secretaria de Educação (Seduc) informa que a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dilma Souza Cattete passou por reformas em 2013 executadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), com financiamento da Seduc segundo o termo de cooperação nº262/12. Sobre os problemas na parte elétrica, a Seduc informa que trata-se de problemas no transformador que está sendo substituído por um novo.
(Diário do Pará)
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