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Trabalhadores bloqueiam Estrada de Ferro Carajás

Cerca de três mil trabalhadores e agricultores da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar no Estado do Pará (FETRAF/PA) bloqueiam a Estrada de Ferro Carajás (EFC), à altura do quilômetro 7, em Marabá, sudeste paraense. Eles es

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Cerca de três mil trabalhadores e agricultores da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar no Estado do Pará (FETRAF/PA) bloqueiam a Estrada de Ferro Carajás (EFC), à altura do quilômetro 7, em Marabá, sudeste paraense.

Eles estão no local desde as primeiras horas desta segunda-feira (18), reivindicando mudança no orçamento da reforma agrária no estado e melhorias na estrutura dos assentamentos da região.

A principal reivindicação é pelo orçamento que foi disponibilizado para a reforma agrária, o qual segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Tucuruí, Roberto Elias, já era insuficiente e ainda sofreu um corte de 50%.

“É impossível fazer com que a gente reverta o quadro que nós estamos vivendo hoje no nosso estado, de precariedade e escravidão dentro dos projetos de assentamento que já foram criados há vários anos”, disse.

“As famílias estão impossibilitadas de produzir, de trafegar entre a cidade e o local do assentamento”, pontua Roberto.

Os manifestantes atearam fogo em pneus, utilizaram madeiras e faixas para interditar a ferrovia e já estão com acampamento montado com tendas e barracas não indicando pressa em se retirar do local até a chegada de algum representante do planejamento orçamentário da reforma agrária.

Ônibus e vans continuam chegando levando mais agricultores de regiões próximas para fazer volume e chamar a atenção do estado.

“O nosso objetivo foi parar de fato uma empresa que desenvolve uma atividade significativa no estado”, disse Roberto.

De acordo com a Coordenadora Estadual da Fetraf, Viviane Oliveira, representantes da mineradora Vale foram até o local para tentar mediação para liberarem a passagem do trem, mas não houve acordo.

“Não temos nenhum tipo de intenção de liberar o trilho para passar o trem. Enquanto o governo não nos ouvir a gente não sai”, afirma Viviane.

PREJUÍZO

A Vale informou que a invasão não tem qualquer relação com a empresa. "A situação é absurda e prejudica a atividade da empresa, sem contar com a violação do direito de ir e vir dos empregados, prestadores de serviço da Vale e dos milhares de passageiros que utilizam o serviço do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás, que é um transporte público federal", disse, em nota.

A Vale esclarece que já adotou as providências judiciais para reintegração do trecho da ferrovia invadido. A empresa esclarece ainda que obstruir a ferrovia é crime, "e que representará perante o Ministério Público Federal para que sejam apurados os autores dessa invasão e seus financiadores, bem como buscará a reparação de todos os seus graves prejuízos perante as entidades e pessoas envolvidas".

(DOL com informações de Jéssika Ribeiro/Marabá)

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