Muito diferente foi o processo que, iniciado em 1989, acabou resultando na construção da Siderúrgica do Pecém, no Ceará. Lá, ao contrário do que aconteceu aqui, houve maciço investimento por parte do governo cearense em infraestrutura. Os investimentos no Ceará envolveram preparação da área, construção do porto com equipamentos para desembarque de minério e embarque de outros produtos, construção de estradas e linhas de transmissão, entre outros serviços. Em seu ofício ao senador Jader Barbalho, Murilo Ferreira fez questão de enfatizar que o negócio da Vale é a mineração. Assim sendo, seus investimentos na indústria siderúrgica se justificam tão somente como atrativos para novos investidores. “Tão logo a Companha Siderúrgica do Pecém inicie suas operações, a Vale deverá transferir sua participação acionária para outros investidores”, aduziu. Outra questão que ele fez questão de ressaltar foi o fato de que a Companhia de Siderúrgica do Pecém não inviabiliza a participação da Vale na implantação da Alpa, desde que atendidas as condições de infraestrutura necessária ao empreendimento. “Os projetos, portanto, não são excludentes”, disse o presidente da Vale, reafirmando que há o firme propósito e compromisso da empresa em cooperar com o Estado do Pará e sua população. (Diário do Pará) |
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