Quem tem como destino o Bosque Rodrigues Alves para passear ou praticar atividades físicas e busca uma lixeira para depositar o lixo logo encontra dificuldades. As poucas lixeiras no entorno, de madeira, ou estão quebradas ou sem o recebimento de serviços de manutenção. Sem a parte do fundo, muitas delas perderam a funcionalidade.
A pedagoga Kênia Borges, de 35 anos, mora na rua Barão do Triunfo e conta que sofre para encontrar uma lixeira na via pública. “Às vezes, a gente se obriga a levar o lixo para casa para não jogar no meio da rua, mas tem gente que não tem a mesma consciência e o descarta em qualquer lugar pela falta de local apropriado. Acredito que deveria ter uma a cada 50 metros de distância e que pudesse ser usada.”
De acordo com um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), um dos resultados do Censo 2010, Belém é a quarta capital mais suja do Brasil, ficando atrás de Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Natal (RN). Em frente à Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dom Pedro II, na travessa Lomas Valentinas, são encontrados diversos tipos de lixos, inclusive um saco de vísceras de frango, porque não existem lixeiras no local, que é bastante movimentado o dia todo.
Osmarina de Jesus, de 53 anos, que estava no ponto de ônibus da escola disse que é muito comum ver as pessoas fazendo o descarte de lixo na rua por falta de local correto. “Já vi gente jogando latinha de refrigerante no meio da pista. Hoje, inclusive, uma moça estava comendo biscoito e jogou a embalagem aqui na parada de ônibus, sem nenhuma restrição”.
Na lateral da Praça da República, em frente ao Cinema Olympia, uma das lixeiras está com o fundo improvisado: trançado com uma espécie de fio para segurar o lixo. O comerciário Jorge Rebelo, de 35 anos, conta que às vezes vai até a Praça da República aos domingos, mas as péssimas condições das lixeiras deixam a desejar. “Como elas são de madeira, elas recebem a ação do tempo, como sol e a chuva, e provavelmente não passam por manutenção constante. Às vezes, o que salva são as lixeiras fixas nas laterais (laranjas), mas são pequenas e não dá para colocar muita coisa, como coco e garrafas pet, que são bem consumidos na praça”.
RESPOSTA
Em nota, a Secretaria de Saneamento do Município de Belém (Sesan) admitiu que o quantitativo de lixeiras implantadas em Belém não é suficiente. “Belém possui três mil lixeiras e, em função da ação do tempo, e principalmente do vandalismo, algumas foram danificadas. Por isso, recentemente foram adquiridas 500 papeleiras para serem implantadas e substituídas em diversos locais da cidade”, informou. A nota diz ainda que estão sendo desenvolvidas ações para a recuperação das lixeiras danificadas, bem como para a implantação nas vias e logradouros públicos.
(Diário do Pará)
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