Afastando-se cuidadosamente das pessoas que corriam em busca de reorganizar a fila conforme orientado, a aposentada Sebastiana Veloso, 75 anos, perdia um pouco da esperança. “Sempre é uma fila enorme em todo canto e eu não vejo nada de prioridade”, constatava, diante da reclamação de outra senhora que carregava um bebê em direção à mesma fila dos demais pacientes. “A gente tem que correr se quiser garantir o lugar que a gente tava na fila. Como eu vou correr num negócio desse? Uma pessoa de idade como eu.”
Em busca da realização de exames prescritos pela médica que lhe atende na unidade de saúde de outro bairro, o Jaderlândia, a senhora não tinha a garantia de que conseguiria o agendamento. “A minha médica disse que, para conseguir fazer esses exames, eu tinha que vir para cá”, explicava, olhando aflita o amontoado de gente na porta do posto da Cidade Nova VI. “Tá vendo só a confusão? Eles distribuem 20 fichas por dia só”.
PAAR
Ainda que, diferente de Sebastiana, a professora Dilena Sueli Cruz não precisasse aguardar pela distribuição de fichas em outro posto de saúde do município, a Unidade Municipal de Saúde de Urgência e Emergência do Paar, a espera pelo atendimento não deixava de ser dificultada. “Aqui a gente já vem quando está marcado para fazer o exame”, explicou na madrugada de ontem, enquanto aguardava pela abertura dos portões. “Os exames é que são mais difíceis. Às vezes demora muito.”
(Diário do Pará)
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