Elizabeth Serrão, baleada durante um assalto a um ônibus, na noite de quinta-feira (28), na rodovia Mário Covas, em Belém, entrou para o bloco cirúrgico somente no final da noite desta sexta (29), com mais 24h de espera. A denúncia é de familiares da vítima.
Elizabeth foi atingida com um tiro na nádega e está internada desde ontem no hospital Layr Maia, no bairro de Nazaré, na capital paraense. Segundo a família, somente depois de muita “gritaria” é que eles conseguiram que a vítima fosse atendida.
De acordo com Márcia Serrão, tia de Elizabeth, até o início da noite de hoje, ela ainda aguardava atendimento médico. “Ela só fez uma tomografia fora do hospital e nenhum outro procedimento”, relatou. “Veio um cirurgião pela manhã, olhou, e disse que não era caso para cirurgia. Depois, foi a vez de um ortopedista que também só olhou e disse que ia voltar”.
Márcia contou que apenas limpezas no local atingido pela bala foram feitas por enfermeiras do hospital. “Estava saindo muito sangue e era preciso fazer curativo toda hora. Temos medo que possa infeccionar e piorar”.
A família se revoltou ainda em saber que o suspeito pelo assalto fez a cirurgia e teve alta hoje. “Trouxemos a minha sobrinha para um hospital particular porque pensávamos que fosse melhor. Mas até o bandido já foi atendido e ela nada”.
Márcia contou que a central do plano Hapvida, em Fortaleza, já havia autorizado o procedimento desde às 20h30 de ontem e que o hospital, em Belém, demorou a liberar.
Além de Elizabeth e do assaltante, uma menina de oito anos também foi baleada. Ela foi socorrida e levada para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. Não há informações sobre o estado de saúde dela.
(DOL)
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