Além do policial morto no último domingo após perseguir assaltantes na Vila dos Cabanos, em Barcarena, mais um caso de violência contra policiais militares foi registrado nos últimos cinco dias. Após visitar o túmulo da mãe em um cemitério particular em Marituba, o cabo reformado da Polícia Militar, Ronaldo Galvão Oliveira, foi baleado na altura do abdômen. Apesar de não ter sido fatal, o policial foi internado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) em estado grave.
Ressaltando que até mesmo os armamentos utilizados pelos policiais são, muitas vezes, inferiores aos utilizados pelos criminosos, a associação vê a falta de estrutura necessária para a atuação da polícia como um dos fatores que influenciam o aumento da violência e, consequentemente, a morte de policiais. “Os nossos armamentos não estão ultrapassados, mas a bandidagem está sempre à frente. Eles usam metralhadoras, fuzis, enquanto a polícia usa pistolas nove milímetros e .40, que são de uso exclusivo da polícia. A bandidagem hoje está super armada e quem tem que dar equipamentos para polícia é o Governo, e ele sempre diz que não tem, que não é possível”, afirma. “De quatro anos pra cá, já perdemos 130 colegas de farda. Nem o policial está conseguindo se manter vivo”.
(Diário do Pará)
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