Uma semana após ser assaltada, a Unidade de Saúde da Família Riacho Doce voltou a funcionar ontem. Diretores do Sindicato dos Médicos (Sindmepa) visitaram as instalações da Unidade para verificar como andam as condições de trabalho, incluindo equipamentos, medicamentos, estrutura física e segurança para a atividade laboral dos profissionais que atendem ali.
Após uma hora de vistoria, um dos diretores do Sindmepa, João Gouveia, disse que um relatório será encaminhado para o Conselho de Medicina, Ministério Público Estadual e Federal pedindo melhoras para o local.
Ele conta que a Unidade sofreu uma reforma no começo de 2014 e que o local não poderia encontrar-se do jeito que estava. “Foi encontrada uma série de inconsistências. A sala de curativos não está funcionado e o local está sendo usado como consultório. A sala de esterilização não funciona, o sistema de ar está quebrado, os medicamentos da farmácia estão espalhados pelo chão e estufa quebrada”, declarou o diretor.
Além desse resultado outro ponto colocado pelo Sindmepa foi a questão da segurança, de acordo com a diretoria é papel da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) solicitar que a ronda policial seja feita no local, até mesmo a presença de policiamento para preservar a segurança dos funcionários.
No dia 28 de maio, dois homens armados invadiram o local, levaram pertences de funcionários e pacientes que aguardavam atendimento. Um médico atendia um paciente dentro do consultório quando foi surpreendido pelos dois assaltantes.
A dupla aparentava estar nervosa e sob efeito de entorpecentes. Eles levaram a pouca quantia de dinheiro que havia no bolso dele. Essa já seria a quarta vez que o médico teria sido assaltado em menos de um ano no Posto.
PRESSÃO
Populares temem pela saída do médico que é muito querido pela comunidade. A aposentada Lucíola Amaral de 63 anos diz que depende do posto, ano passado seu marido um idoso de 73 anos sofreu um derrame e o posto que fornecesse toda a medicação e atendimento que ele precisa.
“Não podemos perder o único médico que atende por aqui. Se o posto fechar vai ficar ruim pra eu me locomover ainda mais meu marido que tem dificuldades para caminhar por conta da idade e do problema de saúde”, disse.
Outra moradora que mora bem em frente à Unidade disse que o atendimento é precário e que também o local estaria em total abandono. “Fui levar meu bebê recém-nascido para fazer o teste do pezinho, mas não estão fazendo, hoje só tem vacina e acho que daqui a pouco o Posto fecha”, disse Ana Lorena Gil.
Ela contou que desde a reforma, nada funciona direito, que tem dias que o faxineiro que fica na recepção. Os funcionários estão abandonando o trabalho por conta da falta de segurança. No local há somente um segurança de uma empresa terceirizada sem armamento necessário. Procurada, a assessoria de comunicação da prefeitura não se pronunciou sobre as denúncias.
(Diário do Pará com informações de Andrea França)
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