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Sintepp: não haverá reposição de aulas

A polêmica sobre a educação na rede pública de ensino do Pará continua, apesar do anúncio de suspensão da greve de professores na noite de sexta-feira (05). Além disso, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), não haver

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A polêmica sobre a educação na rede pública de ensino do Pará continua, apesar do anúncio de suspensão da greve de professores na noite de sexta-feira (05). Além disso, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), não haverá reposição de aulas após os 73 dias de paralisação das aulas nas escolas estaduais.

"O Governo se recusou a negociar com a categoria e comprometeu todo o rendimento e o calendário letivo dos alunos. Mas, agora, vamos cobrar e fiscalizar o governo de perto", disse ao DOL o secretário geral do Sintepp, Alberto Andrade.

Alberto afirmou que o Sintepp cobrará providências do governo, junto aos ministérios públicos Estadual e Federal.

Já na segunda-feira (08) serão protocoladas, junto ao Ministério Público Federal, denúncias do descaso do governo do Pará com a Educação, como a improbidade no caso da lei da jornada, desvio de recursos da merenda escolar e o pedido da saída do titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Helenilson Pontes.

O secretário geral defende que a contratação de temporários durante a greve não serviu de absolutamente nada.

"Cerca de 15 mil professores efetivos estavam de greve, enquanto que foram 500 os professores contratados temporariamente. Além disso, a quantidade de alunos que compareceu às salas de aula neste período é totalmente irrelevante. Essa volta às aulas foi jogada do governo, não aconteceu. As aulas só irão mesmo acontecer da segunda-feira (08) em diante, quando retomaremos as atividades", afirmou.

Ainda segundo Alberto, todo o cronogrma será acompanhado para garantir a qualidade do ensino aos alunos. "Nós iremos fazer esse acompanhamento e provar que só com o nosso retorno, é que os alunos terão, de fato, aulas. Nós iremos cobrar, pois a lei precisa ser cumprida", finalizou.

(DOL)

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