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Zika: especialista alerta para cuidados

O Instituto Evandro Chagas confirmou o primeiro caso do Zika Vírus no Estado na última quarta-feira (3). A paciente, uma moradora do município de Dom Eliseu, procurou o posto de saúde do município com sintomas parecidos com o da dengue. A paciente já está

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O Instituto Evandro Chagas confirmou o primeiro caso do Zika Vírus no Estado na última quarta-feira (3). A paciente, uma moradora do município de Dom Eliseu, procurou o posto de saúde do município com sintomas parecidos com o da dengue. A paciente já está sendo medicada em casa e não corre risco de vida. Originado no continente asiático, onde a doença é endêmica, o Zika vírus também é causado pelo Aedes Aegypti, o mesmo mosquito transmissor da Dengue e da febre Chikungunya.

Inédito no Brasil, o primeiro caso do vírus foi registrado na Bahia e, segundo os especialistas, deve ter sido transmitido por turistas durante a copa do mundo de 2014. Os sintomas são parecidos com os da dengue, mas o Zika tem características próprias, principalmente vermelhidão aumentada nos olhos com febre e mal-estar simultaneamente, o que geralmente não acontece em casos de dengue. Segundo o infectologista, Alfredo Passalacbua, a identificação do vírus em pacientes pode ser realizada mediante o exame PCR, que detecta o genoma do vírus no sangue da pessoa infectada.

No Brasil, pelo SUS o diagnóstico é realizado somente em laboratórios especializados localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Pará, ou em laboratório privados. Uma vez infectados, os pacientes devem ser tratados com analgésicos, dipirona e paracetamol, além de hidratação e repouso.

O infectologista alerta para os cuidados que a população deve ter, em especial em regiões como a Amazônia, de clima quente e úmido. “Geralmente, são esses locais que o mosquito procura para se reproduzir”, informa Alfredo. O zika não tem vacina, portanto, a prevenção pode ser feita evitando deixar água parada em locais que possam ser propícios para a multiplicação dos mosquitos como latas, copos plásticos, pneus, vasos de plantas, garrafas ou caixa d’água.

(Diário do Pará)

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