Sem que se tenha conseguido manter uma negociação satisfatória com o Governo do Estado, os professores da rede estadual de ensino retornam hoje às salas de aula após passarem mais de 70 dias em greve. Apesar da suspensão da greve, porém, a categoria continua brigando pelas reivindicações e deve manter outras formas de cobrança. De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp/Pa), Alberto Andrade, a suspensão da greve não significa que a categoria recebeu alguma resposta satisfatória por parte do Governo com relação às reivindicações. Segundo ele, a categoria teria decidido retornar para não prejudicar ainda mais os estudantes. “A suspensão em nada tem relação com algum tipo de acordo. A suspensão foi feita porque a categoria tem preocupação com o alunado”, afirmou, explicando como ficará a situação da reposição das aulas. “Ao descontar os dias parados, o governo desobrigou os trabalhadores a fazerem a reposição das aulas. A maioria dos professores já disse que não vai repor, mas vamos cobrar que o Governo faça a reposição dessas aulas”. Destacando que uma das primeiras atividades dos professores após o retorno das aulas vai ser justamente o de cobrar do Governo um calendário especificando como vão ocorrer as reposições, Alberto destaca que a categoria pretende continuar fazendo pressão para que hajam melhorias na educação pública do Estado. “O Governo não teve condições para fazer a reposição dos trabalhadores em greve, então como ele vai repor essas aulas só com temporários?”, questiona. Outra cobrança que a categoria pretende continuar fazendo após o retorno às salas de aula diz respeito à estrutura das escolas que, segundo Alberto, já prejudicavam o andamento das aulas muito antes da greve. (Diário do Pará) |
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