plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 27°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Greve acabou e escola está sem energia há 3 meses

Duas semanas antes de os professores do estado entrarem em greve, cerca de 1.800 alunos da Escola de Ensino Fundamental e Médio Agostinho Monteiro, localizado na travessa We 13, Cidade Nova II, em Ananindeua, tiveram as aulas interrompidas por falta de en

twitter Google News

Duas semanas antes de os professores do estado entrarem em greve, cerca de 1.800 alunos da Escola de Ensino Fundamental e Médio Agostinho Monteiro, localizado na travessa We 13, Cidade Nova II, em Ananindeua, tiveram as aulas interrompidas por falta de energia elétrica. Ontem, ao retornarem, se depararam com a mesma situação, que permanece há três meses.

Antes da greve, os alunos estudavam no esquema de revezamento. A luz funcionava apenas num bloco de sala de aula. Uma semana vinham assistir aula os estudantes do ensino fundamental, e na outra, só ensino médio. Segundo a vice-diretora, Denise Fernandes, o governo investiu cerca de R$ 1 milhão na reforma da escola, que incluiu o reparo nas instalações elétricas. Entretanto, a única coisa nova que se vê são as pinturas nas paredes.

As portas das salas de aula são fechadas com cadarço de sapato, o mato alto rodeia a quadra de esporte, calçadas quebradas e salas que servem de depósito, fazem parte do ambiente ‘’reformado’’. “É só olhar para essa escola e notar o R$ 1 milhão investido. São três meses sem energia. O sistema elétrico daqui é de 36 anos. Não foi preparado para suportar ar condicionado, computador. Fizeram um serviço de forma irregular’’.

O professor de história, Edson Miranda, 48 anos, também reclama do ambiente que trabalha há 12 anos. “A gente lamenta. Ficamos indignados. Encontramos uma escola em estado deplorável. O que vemos são verdadeiros improvisos. Não se configura como uma reforma. Os banheiros continuam com problemas hidráulicos’’, enfatiza Edson.

A diretoria recorreu ao Ministério Público do Estado (MPE), Secretaria de Educação do Estado (Seduc), Unidade Seduc na Escola (US) e não obteve retorno. “Para a gente, a greve não acabou. A nossa greve não foi por salário, mas sim por melhores condições de trabalho’’, enfatiza Denise.

Os dois filhos da dona de casa Eronilde Palheta Ataíde de Sousa, 50 anos, estão matriculados no Agostinho Monteiro. Ela lamenta vê-los retornarem para casa sem perspectivas de estudos. “Isso está totalmente errado. O que a gente pode fazer, né? Os mais prejudicados são eles (alunos). Já pensei em transferir, mas dá tudo na mesma, porque as outras escolas estão do mesmo jeito’’.

ESTUDO COMPROMETIDO

O estudante Christian Andrade, 16 anos, cursa o segundo ano do ensino médio. Esse ano fará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para testar os conhecimentos. Christian sente que o desempenho ficará comprometido. “Ainda não falaram sobre o conteúdo das aulas. A gente ainda nem teve aula. Vou ter que fazer o Enem assim mesmo’’.

Na tarde de hoje, professores, alunos, pais de alunos e demais funcionários se reunirão no pátio da Escola para prepararem cartazes e faixas usadas no protesto em via pública, na quarta-feira, 10, em frente à Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Zulima Virgolino Dias, próximo a Praça da Bíblia, em Ananindeua.

A Celpa informa que já realizou os estudos de viabilidade técnica para o aumento de carga na instituição e que ontem enviou uma equipe ao local para verificar a situação. Porém, a finalização dos serviços também dependem da conclusão de processos referentes a estrutura da escola, que compete ao órgão responsável pela instituição de ensino.

Já a Secretaria de Educação (Seduc) informa, em nota, que a obra realizada na Escola Estadual Agostinho Monteiro ocorreu em um convênio de cooperação técnica entre a Seduc e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Púbicas (Sedop). A Seduc informa, ainda, que a empresa contratada pela Sedop para a realização da obra foi a Norte Construções, a qual juntamente com a Sedop, já está realizando todos os procedimentos técnicos e administrativos para a resolução do problema.

Volta às aulas foi com incertezas.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!