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Vereadores criticam orgulho de Jatene

Repercutiu mal na Câmara Municipal de Belém a tentativa de defesa do Governo do Estado quando o assunto é Segurança Pública, por meio de matérias veiculadas na imprensa durante o fim de semana. A oposição ao atual governo, representada pelos vereadores Ma

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Repercutiu mal na Câmara Municipal de Belém a tentativa de defesa do Governo do Estado quando o assunto é Segurança Pública, por meio de matérias veiculadas na imprensa durante o fim de semana. A oposição ao atual governo, representada pelos vereadores Marinor Brito, do PSOL, e Luiz Pereira, do PR, fez duras críticas ao governador Simão Jatene (PSDB): a psolista avisou logo à base aliada que qualquer discurso em favor do chefe de Estado não ‘colaria’, dada a atual situação, e ainda pediu a exoneração do titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública, gen. Jeannot Jansen, do cargo; e o representante do Partido da República reforçou que o que existe não é sensação de insegurança, e sim um Estado sem segurança.

“Não tem como os vereadores do PSDB ou aliados tentarem encobrir as responsabilidade nesse assunto. Pedi a saída do secretário porque parece que a cada mudança que ele faz, mais aumenta a violência no Estado. Ou seja, não existe uma priorização de fato do enfrentamento do problema”, lamentou a parlamentar. Ela citou ainda o descaso do atual governo, tanto estadual quanto municipal, pertencentes à mesma sigla partidária, com o investimento em políticas públicas como uma das formas para combater a violência. “No aspecto da parceria entre o governador Jatene e o prefeito Zenaldo Coutinho, é muito grande o descaso com políticas públicas de Saúde, de Educação, e isso gera uma vulnerabilidade social muito grande, aumentando a possibilidade de mais pessoas entrarem para o crime por estarem sem emprego e renda. A falta de investimento em número de policiais e qualificação da corporação também é um agravante e deixa solta a rede de tráfico de armas - se entra arma na cadeia, imagina como não circula pela cidade”, comentou.

“A atuação da Segup se resume a eventuais operações, não há um contingente para operações permanentes, concomitantes, para cercar essas redes de criminosos, então é sangue e sangue. Sensação de insegurança é discurso falacioso, a população está em pânico diante de tantos crimes sem solução”, disparou.

HORA DE ASSUMIR

Em sua fala, Pereira cutucou o governador para que ele deixe de transferir a responsabilidade a outros e assuma a sua própria. “Não adianta jogar para o Governo Federal, ele precisa se preocupar é com o papel dele de governante. A criminalidade só aumenta criminalidade, não existe isso de sensação de insegurança, vivemos em um Estado sem segurança. Fosse só uma sensação, não haveria de fato tanta morte, tanto sangue, e não é o caso!”, justificou.

“O governador se mantém atrás de uma mídia que ele paga para fazer propaganda de um governo que não existe. E é bom dizer que ele pode até não querer a Força Nacional aqui, mas que essa mesma força é paga também pelos paraenses, que estão precisando de apoio, que querem esse apoio à Polícia Civil e Polícia Militar. Acho que, hoje em dia, levando em consideração o anseio da população, segurança concorre com saúde”, constatou o vereador.

(Diário do Pará)

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