Todos os dias, aproximadamente 10 pessoas são diagnosticadas com dengue no Pará. Esta é a média apresentada pelo Estado em 2015, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Ao todo, foram registrados 1.561 casos da doença entre janeiro e maio deste ano, que resultaram na morte de três pessoas.
Os municípios com a maior incidência da doença foram Belém (520 casos), Altamira (202), Parauapebas (174), Senador José Porfírio (139), Alenquer (77) e Ananindeua (53), sendo que dos três óbitos registrados, dois ocorreram na capital paraense e o terceiro no município de Rurópolis, no sudoeste do Estado.
O número é preocupante, mas representa uma redução no número de casos em relação ao último ano. No mesmo período de 2014, o Pará teve 2.105 registros oficiais de dengue, número 26% maior que o deste ano.
Outra doença que apresentou redução no número de casos foi a meningite. Segundo a Sespa, foram registrados nos seis primeiros meses do ano 10 casos da doença, com um óbito. Em 2014, o Estado teve 384 ocorrências da doença, que resultaram na morte de 56 pessoas.
Mas se a meningite perdeu espaço, outras doenças apareceram no território paraense. Similares à dengue, as febres zika e chikungunya foram diagnosticadas entre pacientes que estavam no Estado.
A zika, um vírus menos agressivo que a dengue e com sintomas parecidos, que duram entre três e sete dias, teve um único caso confirmado, no município de Dom Eliseu, sudeste do Estado. Uma moradora local contraiu a doença, mas já se recuperou e está em casa, fora de perigo.
Já sobre a chikungunya, que também apresenta sintomas similares à dengue, com menor intensidade, mas que pode deixar sequelas dores articulares que podem durar anos, a Sespa afirma que foram registrados cinco casos da doença no Pará, mas que todos os pacientes contraíram a doença em outros Estados.
A secretaria informou através de nota que a chikungunya está controlada e que os procedimentos preventivos à zika são os mesmos adotados contra a dengue, já que as três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, e que deverá seguir o esquema já planejado de controle do transmissor.
O combate às doenças necessita do apoio da população, que deve evitar jogar lixo nas ruas, controlar melhor o lixo doméstico, ser mais vigilante nas caixas de água e ser assídua na limpeza de quintais.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar