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Pará está preparado para a expansão da soja

Com boa topografia, estação de chuvas bem definida e uma logística razoável, o Pará está preparado para a expansão da soja no Estado. Quem garante é Eugênio Alegretti, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM). Segundo ele, os

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Com boa topografia, estação de chuvas bem definida e uma logística razoável, o Pará está preparado para a expansão da soja no Estado. Quem garante é Eugênio Alegretti, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM).

Segundo ele, os ganhos serão enormes quando o assunto é geração de emprego e também de renda graças à soja.

Alegretti acredita que a soja está dentro do que é melhor para a região, pois se trata de uma base produtiva perene, com geração de um emprego direto no campo para cada 100 ha plantados. Hoje existem mais de 300 mil hectares plantados no Estado, o que, pelas contas dele, gera mais de 30 mil empregos diretos. Além disso, são gerados seis empregos indiretos dentro de toda a cadeia produtiva.

Mais interessante ainda é a capacidade de expansão que o Estado apresenta. Hoje o Pará tem 124 milhões de hectares, mas apenas 0,24% está recebendo plantio, isso equivale a apenas 300 mil hectares. Comparado com outros Estados, trata-se de um número bem pequeno. No Mato Grosso, são nove milhões de hectares, no Tocantins são 800 mil, no Maranhão 800 mil e até no Piauí são 670 mil.

“É um dos poucos ramos da economia que apresenta crescimento nesse momento delicado que o Brasil vem passando”, observa Alegretti, acrescentando que esse crescimento ocorre justamente no período de inverno, que tradicionalmente é de poucos negócios.

GARGALOS

Atualmente as duas regiões do Mato Grosso que produzem soja têm buscado o Porto de Paranaguá (PR), para fazer sua produção sair do país, o que encarece o produto, de modo que os produtores mato-grossenses começaram a ver no Pará uma via de escoamento mais atraente do ponto de vista econômico.

A partir disso, grande parte dos produtores tem utilizado a BR-163, a chamada Santarém-Cuiabá, onde há duas opções: em navios por Santarém ou em barcaças a partir do porto de Miritituba. Mas isso tem sido mais viável para os produtores da região de Rondonópolis.

No caso dos produtores que escoam pela BR-158, vindos de Vila Rica, Confresa e Lucas do Rio Verde, principalmente, que passam pela BR-155, passando por Redenção, já no Pará, a ideia é embarcar por Marabá. É aí que está ainda o principal impasse.

Para resolver isso, o governo federal deve lançar ainda este ano editais para asfaltamento da BR-158 e para a derrocagem do Pedral do Lourenço, que há tempos vem sendo protelada.

O alento é que a Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja), um órgão extremamente estruturado e articulado, com recursos e força no Congresso Nacional, entrou na briga para o governo federal. “Nos próximos três a cinco anos a questão da logística já deve estar resolvida”, prevê Alegretti.

(DOL com informações da Sucursal de Marabá)

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